Wednesday, January 28, 2009
Friday, December 7, 2007
Um ano de blog
Um ano da minha vida. Doze meses de um qualquer ano da minha existência. Um scrap book de coisas pequenas. Ter um blog foi uma experiência fabulosa. Diverti-me imenso. Espero que também se tenham divertido. Obrigada a quem me acompanhou durante 365 dias.
Thursday, December 6, 2007
Agradecimentos gerais
Bem, parece que nos últimos momentos me está a dar para a lamechice, mas podem acreditar: you'll be in my heart, always.
Agradecimentos especiais
E claro que não me podia ir embora sem agradecer do fundo do coração ao N., pela paciência com que aturou a minha fase bloguista, e ao meu pequenino, o meu bébé milagre (nunca deixem de acreditar e de lutar pelos vossos sonhos), pela igual paciência com que muitas vezes ficou à espera que eu acabasse um post para irmos brincar.
A verdadeira razão
E para quem se interroga sobre a razão que me leva a acabar o blog, é muito simples: em pouco mais de um ano, levei duas anestesias gerais e uma epidural - fiquei maluca, obviamente. Apesar disto ter sido em 2000/2001, parece que os efeitos estão agora a surgir.
Fabuloso
Acabado de ouvir no jornal da SIC:
Jornalista (a entrevistar transeuntes junto à exposição sobre o Darfur): sabe o que é o Darfur?
Velhote: sei, sim, é um hipermercado!
24
Pois é, faltam 24 horas para o meu suicídio virtual. Já tenho tudo em caixotes e já comecei a fechar os estores.
Wednesday, December 5, 2007
Perfeito
Sol brilhante, céu azul, montanhas brancas totalmente nítidas, lago tipo espelho. Que dia lindo.
Tuesday, December 4, 2007
Quase verão
Foi o que pensei quando vi que a previsão para amanhã é de doze graus de máxima. Deve ser o verão de São Nicolau, que é no dia seis.
Monday, December 3, 2007
Continuem, continuem
Os meus vizinhos novos de baixo, os americanos, jogam à bola dentro de casa; os meus vizinhos novos têm um cão, que uiva quando fica sozinho depois de escurecer; os meus vizinhos novos passam a vida a entrar e a sair de casa e a atirar com a porta. A minha vizinha nova perguntou-me hoje nas escadas se os miúdos fazem muito barulho. Claro que não, disse-lhe eu. Muito barulho é o que eu lhes desejo. Até já fomos buscar a nossa máquina de correr que estava guardada na arrecadação desde que mudámos para esta casa...
Fim de semana em duas frases
Sábado: festa das crianças da empresa do N.;
Domingo: família S. veio cá a casa almoçar.
Domingo: família S. veio cá a casa almoçar.
Sunday, December 2, 2007
Sorteio do Euro
Bem, para não haver desculpas de que não vale a pena virem cá, aviso já que Basel fica a menos de uma hora daqui.
Saturday, December 1, 2007
Ano Novo organizado
A propósito de umas informações que dei a uma pessoa sobre o fogo de artifício na noite de Ano Novo em Zurich, dei por mim a pensar que estes tipos são mesmo organizados, até nos momentos de alegria: o espectáculo só começa à meia noite e vinte, para toda a a gente ter tempo de festejar primeiro com a família e amigos!
Friday, November 30, 2007
Outra vez, não!
E quando às cinco e pouco, a miúda começou a dizer que tinha fome , apesar de ter acabado de se encharcar em fondue de chocolate, e a mãe convidou o miúdo para lá comer porque ia começar a fazer o jantar, saí disparada porta fora com a primeira desculpa que me veio à cabeça. Duas vezes jantar às cinco e tal na mesma semana, não, obrigada! Até porque acabo sempre por lhe dar jantar outra vez...
Brinquedos e brincadeiras
Hoje, depois da escola, levei o miúdo a brincar a casa de uma coleguinha (que tem nacionalidade alemã, mas nasceu no Dubai, filha de mãe palestiniana nascida na Arábia Saudita, criada em vários países e em especial no Canadá e casada nos EUA, e de pai alemão, criado em não sei quantos países diferentes... enfim, o resultado do casamento entre duas pessoas de terceira cultura, ou seja, crianças que toda a vida estudaram em colégios internacionais à volta do mundo). Passaram o tempo todo enfiados debaixo da mesa ou a esconderem objectos da sala. E eu fiquei a pensar que, de facto, brinquedos para quê, quando uma mesa e uns esconderijos proporcionam uma alegre brincadeira!
Missão cumprida
Uma manhã inteira enfiada em Zurich deu bons resultados: já comprei as prendas todas!
Thursday, November 29, 2007
Ajudar, dizem elas
Às vezes acho que esta coisa da escola pedir a participação dos pais em muitas actividades acaba por cair no exagero. Não me importo de ajudar quando é necessário, não me importo de fazer actividades com as crianças, acho que o mapa do voluntariado deve ser dividido por todas e inscrevo-me q.b., ajudo uma vez por semana no futebol, ajudo uma vez por mês na piscina, tudo bem. Agora, o "ajudar na floresta " é uma idiotice. Às quintas feiras, os miúdos vão sempre dar um passeio e fazer alguns jogos na floresta que é colada com a escola. Todas as quintas vai uma mãe para ajudar. Hoje foi a minha vez. Demos um passeio, estava um lindo sol gelado, os miúdos jogaram alguns jogos e viemos embora. Lá participei um pouco nos jogos, mas nada que as professoras não pudessem fazer. E vim-me embora a pensar que pedir ajuda às mães para isto, é mesmo uma estupidez.
Wednesday, November 28, 2007
Momento de pura maldade
É claro que durante todo o jantar e durante a guerra de arroz que se gerou naquela mesa, não havia um único guardanapo à vista...
Hora de ir dormir
A verdade é que fiquei a pensar que ela põe os filhos demasiado cedo na cama (ela admite que também é uma maneira de se ver livre deles), mas que talvez eu deite o meu mais tarde do que o que devia (ela ficou horrorizada quando eu disse que ele se começa a deitar às nove, mas que entre despir-se, lavar dentes, história, etc, só adormece lá para as nove e meia). É que os filhos dela, que acordam por volta das seis e meia, dormem doze horas por noite, e o meu nunca dorme mais do que dez ou onze horas, no máximo. Pelo menos nas noites em que o N. não janta, vou fazer um esforço para o começar a deitar às um quarto para as nove. Se ele começar a acordar antes das sete e meia, desisto logo! Livra!
Uma família inglesa
Esta tarde, o miúdo foi brincar a casa do amiguinho inglês, e às cinco da tarde estava sentado à mesa a jantar. Como boa inglesa que se preze, a mãe do amigo é uma péssima cozinheira, e diverti-me a espreitar, pelo canto do olho, a cara agoniada do miúdo a tentar comer o arroz com frango (entretanto já me contou que o arroz estava cru e a carne tinha um tempero esquisito). Como viemos embora às seis, é claro que ainda lhe vou dar banho e jantar como normalmente, e ignorar o "jantar" das cinco da tarde. Outra coisa fascinante foi ver os três irmãos a sujarem-se todos e literalmente a despejarem o arroz para cima da mesa e para o chão. Os miúdos não comeram quase nada (pudera!), por isso pode considerar-se que o jantar deles foi o iogurte que comeram como sobremesa. Às seis e meia vão-se deitar. Banho, só lhes dá às quartas, sextas e domingos (hoje parece que não ia dar, pois estava a dizer quando saímos para irem vestir os pijamas...). Ela e o marido jantam uma sanduiche às sete e meia e depois ficam a saborear um copo de vinho no sofá. Perguntei-lhe se tinha saudades da família, diz que não, porque não se dá muito com os pais, o marido também não se dá muito com os dele e ela nunca teve grande contacto com a irmã, mesmo quando morava em Londres. Da cidade também não sente falta: diz que é só confusão, trânsito e crime, e um sítio horrível para se criar uma criança. Tanto que nem lá vai passar as férias do Natal, fica cá. O marido podia ter morrido no 7/7: todos os dias apanhava aquele metro, só não o fez porque ela entrou em trabalho de parto . Teve o filho no meio da confusão dos feridos a chegarem ao hospital, um verdadeiro momento caótico. Foi aí que decidiram sair do país. Conheço gente de todas as nacionalidades, mas nada me fascina mais do que a estranha maneira de ser dos ingleses.
Tuesday, November 27, 2007
Parece que afinal já é Natal
Nunca fiz a árvore de Natal em Novembro, mas hoje senti-me completamente atrasada. Os suíços adoram encher as varandas e os jardins de luzinhas, incluindo renas luminosas por todo o lado, e fazem verdadeiros concursos a encher todos os bocadinhos exteriores das casas de cangalhada. Mais espantoso ainda, as luzes ficam acesas até Janeiro todas as noites inteirinhas, não as fecham antes de se deitarem. Já há uns dias qu não andava na rua depois de escurecer, e por isso hoje, quando o fiz, descobri que a minha rua inteira já está tipo reunião anual de pirilampos. Amanhã vou enfiar-me na arrecadação à procura das coisas do Natal.
Festa misteriosa
Olho para o convite que encontrei na mochila e não entendo. Mas porquê uma festa de anos a 15 de Dezembro, se eu sei que aquele miúdo fez anos a 4 de Outubro? De certeza que deve haver uma explicação para este mistério, principalmente porque não faz sentido fazer a festa no primeiro de férias, o dia em que a grande maioria das pessoas se vai embora para os respectivos países. Bem, nós ainda cá estamos nesse dia, pelo menos um convidado vai ter.
Arrepiante
Confusão geral no balneário dos rapazes: os mais pequenos a sairem da aula de futebol, os do terceiro grau a chegarem para a aula de futebol deles. Já mesmo a sair, pousei as coisas no chão para ajudar o amigo inglês do miúdo a guardar as coisas na mochila e saí em seguida. Quando começo a subir as escadas, a mãe de um colega do miúdo pergunta-me se as chaves do carro que estão caídas no chão do balneário são minhas. Eram minhas. E eu nem me tinha apercebido que já as tinha tirado da mala, quanto mais que as tinha pousado no chão. Que susto. Já nos estava a imaginar a fazer vinte minutos a pé através da floresta, no meio da escuridão.
Problemas oculares
Hoje foi dia de Grittibaenz na escola, um boneco tradicional suíço, tipo pão de leite, que se come durante o mês de Dezembro. Os bonecos do miúdo são sempre fora do comum: o de há dois anos, tinha três olhos (feitos com passas); o do ano passado, só tinha um olho; o deste ano, tem os olhos na barriga!
Deves!
As minhas colegas de alemão apresentaram uma proposta maravilhosa à professora: depois do Natal, podíamos começar a ter aulas de três horas em vez de aulas de duas horas. Pensei que ia desmaiar. Precisam urgentemente de apoio psiquiátrico, é a minha opinião. Comigo não contem. Três horas seguidas daquela seca é demais para mim. A professora vai falar com o supervisor: pode ser que seja uma pessoa com juízo.
O que conta é a intenção, mas quanto custa a intenção?
Acabo de escrever um mail à minha amiga Ma, com um patético pedido de ajuda: será que ela me pode ajudar a perceber quanto é que hoje em dia se gasta numa prenda para um familiar ou um amigo? Já tinha feito a lista das pessoas a quem dar prenda e que tipo de coisa estava a pensar comprar, mas ainda não tinha pensado em valores. E quando resolvi fazê-lo, o meu cérebro ficou em branco. Não sei. Perdi totalmente a noção do dinheiro em Portugal. Será que oferecer um brinquedo de 15 euros à bébé de uns amigos é pouco? E ao meu sobrinho mais velho, a quem dou sempre dinheiro, posso dar o mesmo que dei no ano passado ou tenho que dar mais? Acho que vou chegar ao ponto em que vou fazer como as velhotas no supermercado: estendo a carteira à rapariga da caixa e digo-lhe "olha, veja lá, menina, tire lá daqui".
Monday, November 26, 2007
O meu lado lunar
Adivinhem o que estou a ver: uma lua quase, quase, quase cheia a iluminar o lago todo. Só visto.
Bucólico ma non troppo
Ao fazer um caminho diferente do que faço habitualmente, de modo a passar na bomba de gasolina, reparei numa coisa: ovelhas, cabras, burros... mas o que dá nas vistas lá em baixo, ao fundo da minha rua, é o símbolo do McDonald's.
Pequenas coisas irritantes
Não há nada mais irritante do que passar o fim de semana todo a pensar que tinha que tirar a cadeira do miúdo do carro do N. porque vou precisar de levar outro miúdo no meu carro na quarta à tarde, e ter acabado por não o fazer antes do N. levar o carro para o aeroporto. Acho que vou começar a andar sempre com um bloco de post-it comigo e ir colando as coisas que me vou lembrando em sítios estratégicos.
Tudo é relativo
O frio é relativo. Sinceramente, hoje estão 4 graus com o sol a espreitar de vez em quando e eu acho que está óptimo, ao ponto de ter saído para ir ao supermercado e pôr gasolina e não ter levado casaco, uma vez que ia estar pouco tempo na rua. A propósito de gasolina: detesto pôr gasolina sem o N., mas tive mesmo que o fazer porque estava na reserva e ele só volta na quarta à noite. Acho sempre que vou entornar a mangueira da gasolina por cima de mim e do carro e que depois há uma explosão e que só se vê bocados meus a voar por todo o lado. Bem, desta vez escapei.
Sunday, November 25, 2007
Mapa de visitas
A marcação de férias com tanta antecedência não é só por uma questão de marcar aviões e hotéis: é que precisamos de coordenar as férias com as visitas que a família e os amigos nos vão fazendo ao longo do ano. Aceitam-se marcações a partir de...agora!
Mapa de férias
Dezembro é sempre um mês animado, e não é só por causa do Natal: é que é em Dezembro que decidimos e marcamos as férias para o ano seguinte todo. O mapa do próximo ano será o seguinte:
Fevereiro - ainda em dúvida , temos que decidir esta semana: Áustria (sim, eu sei, o que não nos falta aqui é neve, mas na Áustria os hotéis são melhores e mais baratos) ou México;
Páscoa - Lisboa (espero já ter a casa nova);
Fim de semana grande de Maio nº 1: Praga;
Fim de semana grande de Maio nº 2: Playmobil Funpark, Nuremberg & Frankfurt;
Junho - Algarve;
Julho/Agosto - Califórnia e Nova Iorque;
Outubro - Lisboa;
Natal - Lisboa.
As minhas férias a arder
Um mês depois dos últimos grandes incêndios, a Califórnia está a arder outra vez. A notícia é triste, principalmente para quem lá mora, mas também é preocupante para quem lá vai de férias em Julho...
Saturday, November 24, 2007
A deitar fumo
Já experimentaram embrulhar caixas de chocolates triangulares? Eu devia estar doida quando achei que as caixas em forma de árvore de natal eram muito giras!
Bowling e laçarotes
Enquanto o miúdo e o N. estão num dos famosos encontros pais e filhos da classe, desta vez no bowling, seguido de jantar às 5.30 da tarde (aposto em como vão querer jantar outra vez quando voltarem lá para as oito), dedico-me a embrulhar pacientemente todas as caixas de chocolates para levar para Portugal. Estou quase a acabar, mas acho que para o ano, se ainda cá estivermos, as ofereço sem embrulhar. As caixas já são natalícias o suficiente, ponho um lacinho e está a andar.
Esmola suíça
A minha amiga suíça, a quem pedi para ficar com o hamster, e que me fez ficar 4 dias à espera da resposta porque disse que ela e o marido tinham que pensar, lá acabou por dizer que sim ("se não houver outra solução", disse ela). Não entendo esta sinceridade: ou diz que sim, ou diz que não. Dizer que sim, mas que vai ser um frete, é pior do que dizer que não. Agora já está combinado, mas para a próxima vai mesmo para o hotel de animais.
Deliciada
Acho que encontrei a "minha" casa. E eu nunca tenho dúvidas e ramente me engano, como dizia o outro. Agora o que é preciso é que não seja vendida até eu lá chegar.
Friday, November 23, 2007
Vamos ver quem ganha
Quando cheguei da escola, dei de caras com os novos vizinhos de baixo, que vieram receber a casa. Eu já os tinha "espiado" há uns dois meses atrás, quando eles vieram visitá-la, mas quando percebi que eram americanos achei que não iam querer, porque querem sempre vivendas, apesar deste condomínio ter um jardim e um parque infantil bastante grandes. Têm dois rapazes, que andam lá na escola, um no primeiro grau e o outro no quinto. Óptimo, acabaram-se as minhas preocupações com os ruídos: o miúdo já pode saltar à vontade e eu já posso ter a música de maneira a ouvi-la na outra ponta da casa. Com dois pequenos monstros, de certeza que são eles que ganham o campeonato do barulho.
Ainda sobre o final do blog
Tenho o fim deste blog planeado, já há muito tempo, para o mesmo dia em que o comecei a escrever. Acho que o objectivo está cumprido: diverti-me muito, mas já chega. Comecei a falar nisso já porque preciso de me mentalizar e nada melhor do que discutir este assunto abertamente. Sabia que ia receber comentários simpáticos, mas não sabia que também ia ser "atacada" por mail com argumentos quase irresistíveis... assim não vale. Mantenho a minha decisão, mas ando tão derretida que até tenho dúvidas. Este canto das sereias...
A minha agenda
Olhar para a minha agenda das próximas três semanas causa-me stress: estou cheia de apontamentos ( apontamentos? LOL olha, saíu-me assim, vou deixar ficar, dá um certo ar emigrante) tipo médicos, playdates cá e em casa dos outros, não sei quantos dias de voluntariado na escola, teste de alemão, idas a Zurich para comprar as prendas de Natal, Grittibaenz, Samiklaus, festa das crianças da empresa, jantares de Natal, etc, etc). Desculpem lá, como é que querem que eu tenha tempo para trabalhar? ;)
Mais comida
Pior um pouco é o pedido que recebi das classroom mothers (as "chefes de turma" das mães), que estão a organizar a festa de Natal: um prato ou um doce típico de Natal do meu país, que dê para 14 crianças e duas professoras. Já me estou a imaginar com uma travessa de bacalhau cozido e couves... adorava ver a cara dos miúdos.
Esbaforida pela sala dentro
Hoje entrei disparada pela sala do miúdo, a revirar os olhos e de língua de fora. É que a professora escreveu-me um recado a pedir para fazer gingerbread men com os miúdos e se há coisa que não me sai bem são biscoitos. Ainda por cima uma coisa que eu nunca fiz. Lá a consegui convencer que seria um desastre e que o melhor é pedir a uma americana. Depois ainda reclamei porque o miúdo só tinha trazido um livro dos especiais para treinar a leitura para casa e costuma trazer dois e a professora quase a pedir desculpa disse-me que era porque ele tinha passado do nível 3 para o nível 5 e que ela não o queria stressar muito com excesso de trabalho. Além disso, ainda leva os da biblioteca... lá me convenci, entreguei a fruta para a classe (era a minha Fruity friday, cada mãe leva à vez fruta para todos à sexta feira) e saí porta fora. O que vale é que não lhe dá estes ataques todos os dias, devem ter pensado as professoras...
Final espectacular
Espectacular mesmo era escrever o post nº 500 no dia do aniversário do blog, o já famoso 7 de Dezembro. Isso significa escrever 76 posts em 15 dias, o que dá cerca de 5 por dia. Vai uma aposta em como consigo?
Thursday, November 22, 2007
Thanksgiving português
O miúdo achou que já que é dia de Thanksgiving, devíamos jantar com a bandeira portuguesa à mesa. Ainda lhe expliquei que esta festa é só americana e que não tem nada a ver com bandeiras, mas ele insistiu na ideia. Acabei por lançar para o ar o desabafo que somos portugueses, portanto não estamos agradecidos por nada, porque os portugueses gostam é de se lamentar e dizer mal do que têm, perante o olhar espantado dele...
Agradecido por...
Hoje é dia de Thanksgiving e os miúdos fizeram uma lista das coisas pelas quais davam graças, para colocarem num quadro colectivo. A lista do miúdo foi a seguinte:
- o meu hamster
- as minhas professoras
- a minha escola
- a minha mãe
- o meu pai
- o Floppy (o cão herói das histórias que lêem na escola)
- os meus pés
Os meus pés???? Depois de chorar a rir, tentei perceber o motivo: a colega do lado escreveu "myself" (eu própria, mas ele percebeu whole self, que também serve para corpo todo), ele achou que então já que era para escolher qualquer coisa do corpo, escolhia os pés!
Mais uma história sobre revistas
Depois de muita luta, com mails para a frente e para trás, consegui convencer a senhora do atendimento da Visão a enviar-me a revista com o suplemento Sul e não com o suplemento Norte. Ela insistia que é a que enviam para todos os assinantes no estrangeiro, porque é o primeiro suplemento a estar pronto e eu insistia que não me interessa, sou de Lisboa, quero o suplemento Sul. Ela disse que está bem, mas que vou receber a revista sempre com alguns dias de atraso. Aceitei e confirmei que assim queria, mas depois fiquei a pensar: "com alguns dias de atraso... será que alguma vem grávida?".
Ainda a propósito de revistas
Como revistodependente assumida, aproveito sempre as viagens do N. para abastecer, uma vez que as revistas estrangeiras aqui custam uma pequena fortuna. Esta semana, o diálogo foi o seguinte:
- onde vais esta semana?
-a Madrid. (gritinhos de alegria da minha parte e toma lá a lista).
- onde vais para a semana?
- a Berlim (nãaaaaaaaaao!).
Bolas. Bem, traz a Gala lá do lounge, sempre dá para ver as fotografias e perceber metade...
- onde vais esta semana?
-a Madrid. (gritinhos de alegria da minha parte e toma lá a lista).
- onde vais para a semana?
- a Berlim (nãaaaaaaaaao!).
Bolas. Bem, traz a Gala lá do lounge, sempre dá para ver as fotografias e perceber metade...
Louca perigosa
Sete semanas à espera do primeiro número de uma revista americana que assinei, e quando chega, o que faço? Fico de tal maneira eufórica que não a abro, fico apenas a olhar para a capa através do plástico. Acho que só a vou abrir amanhã.
Os meus vizinhos vão-se embora
Os meus vizinhos de baixo, que são alemães, estão de partida. Penso que para Inglaterra, pelo menos o camião das mudanças é inglês. As mudanças dos outros perturbam-me. Fazem-me sentir inveja. Não que não esteja aqui bem, porque estou. Acho que estou viciada, simplesmente.
Euro 2008
Bem, parece que afinal os senhores da selecção sempre vêm cá. Quem quiser usar o campeonato como desculpa para me vir visitar, tem à disposição um quarto vista lago.
Wednesday, November 21, 2007
A caminho do fim
E o dia 7 está quase a chegar. O tempo passa a correr. Já mudei de casa muitas vezes, sei qual a sensação de fechar a porta pela última vez. Desta vez, será uma porta virtual. Há que aproveitar os últimos posts.
Chocolates
Para evitar a confusão do último mês, hoje fui à fábrica da Lindt comprar chocolates para oferecer no Natal. Saí de lá a sentir-me o Pai Natal e aproveitei para abastecer as nossas reservas cá de casa. Bem, é melhor ir provar uns quantos, para ver qual o melhor...
Tuesday, November 20, 2007
Hamster de ouro
Doze francos (cerca de 7.50 euros) é quanto custa a estadia diária de um hamster num hotel de animais. Vamos estar fora durante 17 dias, é fazer as contas! Preciso mesmo de encontrar alguém que reúna duas condições: que passe cá o Natal e que não tenha nojo/medo de hamsters. Está a ser como procurar uma agulha num palheiro.
Monday, November 19, 2007
Primeiro dia de montanha
O primeiro dia de ski/trenó/bonecos de neve funciona como o primeiro dia de praia. Após um longo inverno, já ninguém se lembra onde guardou as toalhas de praia e é preciso verificar se calções de banho, t-shirts, etc, ainda servem aos miúdos. E é preciso procurar o guarda-sol e mais não sei o quê. Organizar a primeira ida da época à montanha é igual. Com a agravante de se levar muitas mais coisas, entre capacetes, skis, bastões, trenó, roupa suplente, botas de ski, botas normais, luvas, cachecóis, barretes, óculos de neve, óculos de sol, creme para a cara, baton para os lábios, garrafas de água, calças de neve, blusões... a lista é interminável. Assim, não admira termos saído de casa a meio da manhã. E, tal como quando se chega à nossa praia preferida e toda a gente se lembrou de lá ir também e não há lugar para estacionar, ontem quase que isso nos aconteceu. Tivemos que furar duas barreiras policiais que nos queriam impedir de subir porque estava tudo cheio e queriam que usássemos o autocarro à borla que levava os "atrasados" para cima (só se eu estivesse maluca, com a tralha toda que tinha dentro do carro), com a desculpa que íamos só almoçar (em imaginação ninguém vence os tugas) e lá conseguimos arranjar o único lugar disponível junto às pistas. Primeiro domingo de pistas abertas - a primeira vez que acontece tão cedo em 55 anos , em gritante contraste com o que aconteceu no ano passado - um sol magnífico, uma neve fofa e imaculada... foi uma inauguração de época espectacular.
Sunday, November 18, 2007
Rio da Suíça, com três letras
Ontem fomos a França. Até aí, nada de especial, é apenas uma hora e pouco de caminho até à bela Alsácia. Mas a viagem tem uma parte fascinante. Um rio. Na verdade, passamos por vários rios, incluindo o Reno, mas o que me faz delirar é um pequenino chamado Aar. O famoso rio da Suíça com 3 letras, das palavras cruzadas. Uma emoção para qualquer fanático das mesmas.
Friday, November 16, 2007
Para onde vão todos?
Procurar casa em dois concelhos da área de Lisboa está a ser uma experiência surpreendente: não há cão nem gato que não tenha a sua própria casa à venda. Novas, usadas, bonitas, feias, com piscina ou sem piscina, com jardim ou sem jardim, com vista ou sem vista, demasiado caras, demasiada baratas, há de tudo um pouco. O que me intriga é o seguinte: com tanta gente a querer mudar de casa, para onde vão todos? Parece o jogo das cadeiras.
Thursday, November 15, 2007
Wednesday, November 14, 2007
A ganhar forças
Para ir arrumar uma casa com brinquedos espalhados por toda, mas mesmo toda a parte. O que aconteceu? Um pequeno tornado: um coleguinha do miúdo veio cá brincar depois da escola, e a mãe, uma inglesa que também é minha colega das aulas de alemão, veio cá ter para o vir buscar, mas foi ficando, ficando, ficando... o problema é que trouxe também os dois irmãos do menino, ou seja, de repente tinha 3 pequenos monstros de 2, 3 e 5 anos, perante o olhar atordoado do miúdo, que não está habituado a estas revoluções, a despejarem tudo o que era caixa e caixote do quarto dele.Bem, a minha estimativa é de uma hora de trabalho intensivo. Aqui vou eu!
Tuesday, November 13, 2007
Saturday, November 10, 2007
A festa continua
A festa de anos do miúdo correu bem. Foi aqui, como no ano passado, que é um sítio muito requisitado por ser mesmo ao lado da escola. Saíram de lá todos inteiros, que é o principal. Houve neve a preceito, que entretanto ao longo da tarde se transformou numa chuva gelada e ventosa. Uma vez que o dia de anos do miúdo é só na terça feira, a festa continua nesse dia, primeiro na escola e depois em casa. E depois estou despachada durante um ano inteiro!
Friday, November 9, 2007
Se está a nevar, não vou trabalhar
Enquanto ia buscar o miúdo à escola debaixo de uma tempestade de vento e neve, lembrei-me de uma história real que eu adoro: uma portuguesa, amiga dos nossos amigos portugueses de Milão, esteve a viver em Zurich durante uns tempos. No primeiro dia que nevou, viu tudo branco à volta dela, e telefonou para o escritório a dizer que ficava a trabalhar em casa. No segundo dia, fez a mesma coisa. Ao terceiro dia, percebeu que era melhor ir trabalhar ou arriscava-se a ficar em casa o inverno inteiro!
Wednesday, November 7, 2007
Concerto interactivo
Ontem, ao fim do dia, houve um concerto das quatro turmas do KG, que na realidade era uma simulação de uma aula de música normal, mas com a participação dos pais. Os miúdos estavam super orgulhosos de ensinarem aos pais as canções e as danças, e os pais aproveitaram para serem crianças por um bocado.
Festa talvez branca
Para sábado, dia da festa de anos do miúdo, está prevista a primeira neve do ano, bem mais cedo do que o habitual. Deve ser daquela que derrete logo, pois para domingo já dão subida de temperatura e chuva, mas, se realmente acontecer, devo ter que aturar 14 miúdos ainda mais excitados do que o costume. Festa bem organizada é assim, até neve tem.
Ouve-se cada uma
Jornalista da SIC, ontem, no Jornal da Tarde, para o responsável pelas autópsias do acidente do autocarro: "muito obrigado pelos seus esclarecimentos e continuação de um bom trabalho". Só faltou dizer "divirta-se!".
Sunday, November 4, 2007
A minha irmã mora noutro planeta
Quando ela me diz que ainda não usou meias neste outono e eu já ando de casaco forrado a penas e cachecol, é o que eu sinto. Estamos em Novembro, não acham que já chega de verão? Parece-me um exagero. Não é normal. Chega de inveja, há que admitir: que se lixe o aquecimento global, que sorte têm, é só o que eu digo.
Má sorte ser pneu de inverno
Já pode nevar à bruta, já tenho os pneus de inverno postos. Apesar de, em princípio, não nevar cá em baixo antes do princípio de Dezembro, pode haver gelo na estrada e com a inclinação da colina que desço da escola até casa (até me faz dores de ouvidos), não me apetecia muito vir a patinar todo o caminho. Os pneus de inverno têm que ser postos até meio de Novembro, porque apesar de não serem legalmente obrigatórios, são obrigatórios para efeitos do seguro automóvel, o que vai dar ao mesmo. Os pneus de verão hibernam: ficam muito sossegados e quentinhos à espera da primavera. Vida dura, a de pneu de inverno.
Thursday, November 1, 2007
Diz que é uma espécie de feriado
Hoje não é feriado no cantão de Zurich (só é nos cantões católicos), mas parece, porque não houve escola e esteve um lindo dia de sol! A escola esteve fechada para a primeira Parent Teacher Conference do ano, e a minha reunião correu muito bem. Podia contar que a professora disse que o miúdo lia melhor que 90% dos meninos da sala dele ou que me contou que ela e a assistente costumam comentar como é possível ele ter uma capacidade de raciocínio e compreensão tão rápidos, mas depois parecia que me estava a gabar... vou só contar que no final da reunião, à laia de despedida, comentei que então, na opinião dela, ele não tinha nenhum tipo de problemas e ela respondeu que sim, que ele tinha um problema: aprendia depressa demais! Baba, baba, baba...
Wednesday, October 31, 2007
Trick or treat
Estava longe de imaginar que hoje faria o primeiro trick or treat da minha vida: o miúdo foi à festa de anos da uma colega, propositadamente ao fim da tarde para ser também festa de Halloween, e quando cheguei para o ir buscar, estavam precisamente a sair de casa para o trick or treat na vizinhança, é um bairro onde moram imensas famílias da escola e por isso é fácil não bater à porta de nenhum suíço trombudo. As mães que estavam a chegar acabaram por acompanhar o cortejo de porta em porta e assim dei por mim nestas figuras. Achei que não vale mesmo a pena: os miúdos só recebem porcarias para comer e fiquei com os pés gelados! O miúdo foi vestido de astronauta, com um fato estrategicamente comprado no verão, no Kennedy Space Center, a pensar no Halloween. A minha máscara era interior: era o meu pensamento mascarado de velha desmancha prazeres, a dizer-me coisas tipo "quase sete da tarde e eu aqui, com 10 km de auto-estrada para fazer" e "credo, parecem cogumelos, mas afinal mora neste bairro metade da escola ou é impressão minha? estou gelada!".
Desejos
Hoje, ao pequeno almoço, o miúdo pediu-me para comer leite e gressinos, daqueles italianos muito fininhos. Nunca ouvi falar de ninguém que coma gressinos ao pequeno almoço, mas tudo bem, enquanto não me pedir um copo de vinho e um pastel de bacalhau...
Tuesday, October 30, 2007
Difícil é isto
E quando já andava a lamentar-me porque o N. vai estar fora bastante tempo, lá para o meio de Novembro, descobri porque é que uma bonequinha minúscula da classe do miúdo se vai embora: o pai, que é do exército americano e estava colocado aqui na Suíça, foi colocado no Iraque e tem de partir de imediato. A mãe, de origem alemã, tem uma bébé de seis meses e esta menina de cinco anos e queria ir para a Alemanha, para junto da família dela, durante a missão do marido , mas não pode: só lhe pagam a mudança e outras coisas se voltar para os Estados Unidos. Ela vai voltar para lá, para perto da família do marido, e ele vai ficar 14 meses no Iraque, com direito a uma licença de duas semanas a meio da missão e mais nada. Pensando bem, o que são duas ou três semanas?
Monday, October 29, 2007
Halloween e Raebechilbi
Celebrar diferentes culturas às vezes dá misturas giras: para o halloween, Pai & Filho Lda fizeram uma Jack O'Lantern; para o Raebechilbi, cada miúdo fez a sua lanterna de nabo na escola. Originariamente, na Irlanda, as Jack O' Lantern eram feitas com nabos: quando os irlandeses foram para a América não conseguiam arranjar nabos e adaptaram-se ao que havia: abóboras! Na Suíça, o Raebechilbi festeja-se com uma procissão de lanternas "nabais" , organizada por cada terra. Habitualmente, são levadas pelas crianças, mas há procissões profissionais: a mais famosa é esta, numa terra aqui quase ao lado.
Sunday, October 28, 2007
Hoje muda a hora
Ainda agora é de manhã, mas já estou deprimida só de imaginar como vai ser ao fim da tarde.
Um ano de luto resignado
Faz hoje um ano que morreu a minha mãe. Com a doença dela, descobri que afinal há coisas piores do que a morte.
Saturday, October 27, 2007
Parabéns, amiga
Friday, October 26, 2007
Thursday, October 25, 2007
Não percebo, não melhoro...
Enquanto espero que a minha garganta fique em forma, vou fazendo umas asneiras que só me fazem sentir pior: esta manhã, enfiei-me em Zurich, e apesar do cachecol, comecei a ficar desesperada com as dores de garganta - valeu-me o café o o chocolate que me ofereceram na loja da Nespresso, sempre deu para aquecer; à tarde, era a minha vez de ensinar um jogo aos miúdos - estão a estudar o tema "how we play", e durante um mês vão aprender todo o tipo de jogos tradicionais, que inclui as mães (ou os pais...) ensinarem também jogos de exterior e interior - hoje era o meu jogo de exterior, e não quis faltar, mas de facto fazer o "Simon says" e o "duck, duck, goose" quase sem voz não deu muito jeito. Bem, foi divertido, mas ainda fico doente a sério com estas aventuras.
Wednesday, October 24, 2007
As cores do meu país
A propósito de uma treta qualquer das Nações Unidas, é suposto amanhã os miúdos irem vestidos com as cores das bandeiras dos respectivos países. Calças verdes ou vermelhas, não tem. Camisola com as duas cores, só uma vermelha com a tartaruga Franklin, que é convenientemente um bicho verde e amarelo. Sua Excelência não gostou da ideia. Acha que não devia ser com bonecos, que assim não se percebe que são as cores do país. É difícil argumentar quando não se consegue falar mais alto do que uma formiga, a minha voz ainda não está à altura das minhas convicções. Ir com o equipamento de futebol, que é o da selecção portuguesa, está fora de questão, que é de manga curta e estão cinco graus. Bem, lá aceitou levar a camisola do Franklin devidamente decorada com autocolantes de Portugal que me sobraram da World Fest (uma feira anual da escola, com comidas e tradições de cada país). Com a quantidade de países que tem vermelho na bandeira, amanhã aquilo vai parecer a festa do Avante.
Quase sem pio
A minha constipação, que começou na sexta feira passada, tem evoluído de variante em variante. A primeira parte, a pior, deixou-me entupida: nariz, ouvidos, cabeça, nada funcionava. A segunda, já com o nariz desbloqueado, apanhou-me a garganta e fez-me tosse "dolorosa". A terceira (não digo a última porque sei lá o que ainda pode vir a seguir), deixou-me numa rouquidão que foi aumentando até ao estado em que estou agora: só consigo falar a murmurar. Como sou patroa de mim própria, não é grave. Mas lembro-me da única vez que fiquei totalmente afónica, de me esforçar para falar e não sair uma única palavra. Ainda por cima, estava na rua, a ligar ao meu namorado para ir ter comigo não sei onde e não me saía um único som (estava numa cabine telefónica, esta história é do período Jurássico, não havia telemóveis!). Bem, vou-me enfrascar de chá verde com limão, pode ser que resulte.
Tuesday, October 23, 2007
Sim, claro, a culpa é nossa
Hoje uma colega minha das aulas de Alemão, inglesa, veio comentar o afogamento dos ingleses que tentaram salvar os filhos ontem em Sagres. Que tragédia, uma pessoa vai de férias e acontece uma coisa destas, lamentava ela. Só faltou dizer que não se pode ir de férias ao Algarve que acontece logo uma coisa má. Felizmente que entretanto caíu uma miúda inglesa de um quinto andar num hotel em Maiorca e a mãe entrou em estado de choque e desapareceu e anda tudo à procura dela, sempre se esquecem do assunto Algarve (Deus me perdoe!).
Cinco épocas? Estão loucos.
Gosto de ver os Heroes, mas desde que descobri que estão previstas cinco épocas e ainda só vai na segunda, estou um bocado desmotivada. Ter de esperar mais três anos para ver como é que acaba é um exagero. Acho que vou pôr na minha agenda de 2010: "ver o final dos Heroes" e até lá vou fazendo outras coisas. É que eu ainda sou do tempo em que as séries se despachavam em 13 episódios, quer tivessem sucesso, quer não. Bem, tendo em conta que em Itália há uma série policial chamada Carabinieri que vai começar a sétima época em Fevereiro (e que me parece sempre na mesma), tudo é possível. Costumávamos dizer a brincar "hoje dá os Carabinieri 35", mas a verdade é que já esteve mais longe.Tenho cerca de mil canais de televisão, mas às vezes não há mesmo nada para ver.
Monday, October 22, 2007
Conversa de cabeleireiro
Hoje fui a uma cabeleireira suíça, mas fluente em inglês, que me aconselharam aqui perto de mim. Quando lhe disse que era portuguesa, ela disse-me com ar entusiasmado que eu tinha que lhe ensinar espanhol, mas depois acrescentou. "ah, não, vocês têm uma língua própria, não é?". "Sim," respondi-lhe, absolutamente conformada (já não nem pestanejo quando me perguntam se em Portugal se fala espanhol), "a língua de Portugal é o português". E acrescentei com ar inocente," e também o escrevemos". Ela não disse nada e continuou a sua depilação sádica. Passados uns segundos, deu uma gargalhada e disse-me: "está a gozar porque nós não somos alemães e não falamos alemão, mas escrevemos em alemão, não é?". Não, claro que não...
Desconforto
Geralmente, estou-me nas tintas para a política suíça, mas é impossível não me sentir chocada com o resultado das eleições de ontem. Ganhar a extrema direita, que fez uma agressiva campanha contra os imigrantes, faz-me sentir, ainda mais, uma verdadeira outsider. Principal promessa eleitoral: se uma criança ou adolescente estrangeiro cometer um crime na Suíça, toda a família será deportada.
Sunday, October 21, 2007
I wonder as I wander
Quase três anos de vida aqui, e continuo a admirar a paisagem como se nunca a tivesse visto. De nossa casa à C., onde fomos jantar ontem, são 20 quilómetros por uma estrada mágica serpenteante. Um pôr do sol magnífico, árvores de todas as cores, prados de verde intenso, "bambis" a brincar à beira da estrada, vacas, ovelhas e cavalos a aproveitar os últimos dias de pasto, lagos, rios e riachos. E lá mais ao longe, as montanhas já com os picos brancos. Até se sente uma dor no coração, de tanta beleza. Às vezes nem parece real, parece uma paisagem de calendário! E, mais uma vez, concordámos: não sabemos onde ainda iremos morar ao longo da nossa vida, mas num sítio mais bonito é impossível (excepto Lisboa e as praias portuguesas, claro).
A primeira vez
Ontem foi o primeiro dia que usei cachecol. E parece que é para continuar, hoje a máxima é de quatro graus e há previsão de chuva com neve para o fim do dia. Chuva com neve é uma idiotice: "ai que está a chover! ai que está a nevar!ai que está a chover! ai que está a nevar!". É mais ou menos assim. A bonequinha que tenho aqui ao lado para gentilmente me aconselhar o que vestir conforme o tempo, está de blusinha e calças e indica zero graus de temperatura. Já percebi que é das rijas. Deve ser suíça.
Friday, October 19, 2007
Surrealista
Começar o dia a ver os membros da direcção da escola e os professores a passearem pelos corredores de pijama e roupão, é uma experiência no mínimo insólita. Estava a ver que ainda via algum embrulhado na toalha do duche. Como disse uma mãe que observava os miúdos a entrarem: "sinto-me tão vestida!". Para complicar, a turma do miúdo a seguir ao almoço tem uma festa na floresta, o que implica que quando as mães chegaram para a festa vão ter que os mudar para roupas normais, ou ficam com os pijamas destruídos. Porque é que temos uma festa na floresta com sete graus de máxima? Sei lá, não me façam perguntas difíceis! É a celebração do Outono, ou coisa parecida. Eu então, que levo as bebidas, estou especialmente feliz por ir a carregar o saco até à floresta (está bem, estou a exagerar, é logo atrás da escola, mas não interessa, gosto de reclamar).
Escolha íntima
O miúdo, que nunca me levanta problemas com a roupa que usa, hoje resolveu armar-se em esquisito com o pijama para levar para a escola: este não, porque tem bonecos (como se ele não usasse camisolas com bonecos), este não, porque não gosto da cor, este não, porque não sei o quê. Conclusão: acabou por levar o pijama com que tinha dormido. É o chamado directamente da cama para a escola.
Thursday, October 18, 2007
Era bom mas acabou-se
E depois de um Setembro e de um Outubro cheios de sol e com temperaturas amenas, eis que amanhã chega uma vaga de frio que vai durar pelo menos uma semana. Com sorte, serão 6 ou 7 graus de máxima. Ainda ontem estavam 18...
Wednesday, October 17, 2007
Levanta-te e ri
Parece que hoje há uma iniciativa chamada "levanta-te contra a fome". Muito nobre, mas na realidade não altera em nada a situação de fome no mundo. Talvez fosse mais útil ajudar de maneiras mais concretas. Dou um exemplo: a escola do miúdo tem uma "escola irmã" no Ghana. Foi construída com o dinheiro das doações das famílias da nossa escola, em iniciativas preparadas pelos alunos. Na sexta feira vai haver mais uma iniciativa para ajudar a escola irmã: é o dia do pijama. Todos os alunos (e também os professores) vão de pijama, ursinho de peluche, roupão (até almofada alguns levam!) para a escola, e entregam uma doação feita pelos pais para ser enviada para o Ghana, desta vez para adquirirem uma bomba de água que lhes permita ter água potável na escola. O dia do pijama é uma verdadeira instituição nas escolas internacionais e também nas escolas dos países de língua inglesa, é o dia da angariação de fundos. E assim, meio a brincar, meio a sério, as crianças têm a consciência e o orgulho de estarem verdadeiramente a ajudar. Porque a verdade é esta: sem dinheiro, não se faz nada. Mesmo que se passe o dia de pé.
Fire drill
Hoje de manhã fui apanhada no meio de um exercício de incêndio. Ao sair da escola, começou a tocar o alarme e já não consegui tirar o carro a tempo. Felizmente tinha ouvido a bibliotecária dizer à colega que "era às nove" com ar misterioso, por isso percebi que era apenas um dos muitos exercícios que fazem ao longo do ano. Depois de alguns palavrões mentais por ter ficado bloqueada, resolvi apreciar o espectáculo, já que nunca tinha assistido a nenhum. Filas de alunos guiados pelos respectivos professores começaram a sair de imediato pelas várias portas de emergência, vindos de todo o lado: pelas escadas de emergência das salas de cima, pelas várias portas do rés de chão, pelas escadas exteriores do andar de baixo. Todos com o ar mais calmo do mundo e sem hesitar em relação ao sítio onde se deviam dirigir. Gostei de ver passar o miúdo com o uniforme de ginástica meio vestido (estava a preparar-se para a aula de ginástica quando tocou o alarme), estava muito cómico. Em dois ou três minutos a escola estava totalmente evacuada. Bravo!
Monday, October 15, 2007
Regresso à rotina
As aulas recomeçaram hoje. Continuo a ver miúdos de calções e t-shirts, com máxima prevista de 17 graus. O despertador faz novamente parte da minha vida. As folhas continuam a cair a grande velocidade. O lago está cinzento, apesar do sol. Tudo normal, portanto.
Consumismo pela hora da morte
Escolher um cartão de condolências neste país é obra. O mais simples que se arranja tem uma pálida rosa e diz "sentidos pêsames" (espero eu, senão já demos barraca). Os mais complicados têm fotografias de flores, praias, campos, cruzes, igrejas, etc, com frases que podem ir de duas linhas a um verdadeiro testamento. Tendo em conta que é difícil entender tudo o que está escrito, optámos pelo mais simples, e assim evitamos o risco do N. enviar um cartão à viúva a dizer algo mais íntimo do que o desejado, tipo "a dor que sinto é insuportável" ou coisa no género. Bem, na realidade acho que são frases religiosas e pouco mais, mas nunca se sabe!
Friday, October 12, 2007
Nem o pai morre...
O marido de uma colega do N. morreu na segunda feira passada. Como estava fora, o N. só soube da notícia ontem , e perguntou a um colega se ele tinha ido ao funeral. O colega respondeu muito naturalmente que o funeral é só na próxima terça feira. O N. quis saber porquê, afinal o homem morreu de ataque de coração, provavelmente pela emoção do irmão ter morrido dois dias antes, não há razão aparente para tanto tempo de espera. O colega, que é suíço, insiste que é normal o funeral ser só uma semana depois da morte. Nunca tinha ouvido esta tradição suíça, vou investigar melhor se é mesmo assim. Mas não consigo deixar de pensar: e até lá, o que faz a família?
Wednesday, October 10, 2007
Eu não gosto de castanho
Mas adoro castanhas! E é com grande alegria que declaro aberta a época oficial da castanha assada! Pena estarem a 15 francos o quilo (cerca de 10 euros).
Monday, October 8, 2007
Regresso ao passado
O fim de semana conta-se em segundos: sábado de manhã, viagem com algum trânsito; sábado à tarde, compras; sábado à noite, jantar com amigos portugueses; domingo de manhã, compras e passeio; domingo à tarde, almoço com amigo italiano e regresso. Coitados, mesmo com sol, o céu é sempre azul pálido, de tanta poluição. Mas a (verdadeira) comida italiana mata-me.
Wednesday, October 3, 2007
Overdose
A minha amiga Ma pergunta-me por mail se é impressão dela ou se o blog está meio parado. Está meio parado, sim senhora. A razão é muito simples e acho que acontece de vez em quando a toda a gente que escreve blogs: estou a precisar de auto-férias! É pena não haver nenhum médico para bloggers, de certeza que o meu me receitava uns comprimidos para o enjoo e muito repouso! Amanhã é o último dia de escola, na sexta começam as férias de outono, no sábado vou para Milão (comida! amigos! compras! perceber o que as pessoas dizem na rua! dizer mal do trânsito e da poluição! atravessar a Suíça deslumbrante no outono! - isto promete) e para a semana pode ser que volte menos enjoadinha da silva.
Tuesday, October 2, 2007
A ordem dos factores é arbitrária
Fico feliz por ele ter ido para a escola porque isso significa que já está bom ou fico feliz por ele já estar bom porque isso significa que foi para a escola?
Saturday, September 29, 2007
Friday, September 28, 2007
Acho que estou a ficar suíça
Um colega do miúdo, amigo inseparável, está cá a brincar. A mãe dele, a minha amiga alemã, acaba de me telefonar e eu pensei que era para me dizer que já vinha a caminho para o vir buscar. Mas não. A minha amiga, apesar do sangue real (a mãe é marquesa ou duquesa ou coisa assim), é muito abusadora. Ou talvez por causa do sangue real, pensando melhor. O telefonema era para me dizer que é o marido que vem buscar o miúdo. Lá para as sete, diz ela. Lá para as sete? Estamos na Suíça, ninguém vai buscar os filhos aos play dates às sete da tarde. Está-se a aproveitar do facto de saber que nunca jantamos antes das oito. Depois pensei que coitada, ainda devia estar a trabalhar, mas não: despediu-se a dizer que ia às compras! Não que eu me importe de ter o miúdo cá, mas tendo em conta que chegámos a casa às 3.30 e que é sexta feira, se calhar às seis era uma boa hora de o pôr a andar...
Thursday, September 27, 2007
Muitos cozinheiros estragam a sopa?
A aula de culinária está despachada. A receita escolhida foi bolo de iogurte, e com ajuda de 16 pequenos cozinheiros e muitas mexidelas e colheradas deve ter ficado uma obra de arte. Não sei porque me vim embora enquanto o bolo arrefecia. Mas regalei-me com os restos da massa crua, que é a minha parte preferida dos bolos. Yummy.
Wednesday, September 26, 2007
Não fui eu!
Não sei o que ele anda a fazer na escola, mas o miúdo anda com tantas nódoas negras e tão grandes que acho que se a Comissão de Protecção de Menores o visse, passava a ser considerado uma criança em risco!
Lógica da batata
Hoje levei o miúdo ao dermatologista, que não viu nada de especial, só a pele um pouco escamada, deve ter sido uma inflamação ou coisa no género. Vai pôr uma pomada durante 3 semanas e depois volta lá. O médico fez uma coisa que às vezes nos acontece: apesar de estar a falar em inglês comigo, quando se dirigiu directamente ao miúdo falou-lhe em suíço alemão. É uma associação de ideias irresistível para os suíços: se é português, então de certeza que anda na escola pública suíça... (e aprendia suíço alemão, esse dialecto tão útil à humanidade). Pois é, amigos suíços, revelação chocante: nem toda a gente quer ficar cá para sempre!
Tuesday, September 25, 2007
No focus
Enquanto passar as minhas aulas de alemão a pensar porque é que as inglesas conseguem dizer bem "ich" e as americanas não conseguem e dizem "ique", e outras divagações filosóficas do mesmo género, não há hipóteses de uma melhoria significativa na minha gramática.
Monday, September 24, 2007
A tremelona
Hoje de manhã tive uma reunião das mães da classe, para se organizar a lista de actividades /voluntárias até às férias do Natal, e não sei o que é que tinha o cappuccino que bebi, mas quatro horas depois continuo a tremer, era uma autêntica bomba. A reunião foi no Schonegg, um sítio onde tomo café tantas vezes e nunca me aconteceu nada no género. Espero que passe até à hora de me deitar!
Sunday, September 23, 2007
Reading Buddy
Uma coisa que acho muito engraçada este ano é cada miúdo do Kindergarten ter o seu "reading buddy", um coleguinha do segundo grau que uma vez por semana vai ouvi-los ler. Serve de incentivo aos mais pequenos, que querem brilhar à frente dos "grandes" e dá confiança aos mais velhos, que se sentem importantes por saberem corrigir os mais novos.
Easy readers
O read along este ano transformou-se no "easy readers", livros fáceis que os miúdos trazem para casa para ler. Estranhamente, o trabalho de casa é bem mais simples. Para começar, não há "Reading Log", o caderninho onde eu tinha que escrever o que ele tinha achado de cada livro e a evolução dele em termos de leitura/escrita. Também não tem que fazer desenhos sobre o livro ou copiar frases do livro. Ou seja, é uma vida santa: é só ler os dois livros semanais, conversar sobre eles e fazer os exercícios de escrita das fotocópias que traz para casa. Estou um pouco perplexa, porque se em termos de leitura os livros têm níveis diferentes e por isso cada miúdo lê os livros apropriados à sua capacidade , os exercícios de escrita são iguais para todos e parecem-me demasiado fáceis. Por mim tudo bem, se este ano está a ser menos exigente (por enquanto, pelo menos) melhor para todos. Mas a mãe de uma menina da classe do miúdo, alemã, tirou a filha da escola na semana passada, por achar que o Kindergarten (que equivale a um pouco mais do que se aprende na primeira classe em Portugal) é fácil demais para ela e por a escola não ter autorizado que ela passasse para o primeiro grau (que equivale ao nível da segunda classe em Portugal, ligeiramente mais), devido a ter apenas cinco anos. Quando oiço estas histórias, só penso: qual é a pressa? Eu com cinco anos ainda não sabia ler nem escrever, e acho que isso em nada me prejudicou. Bem, admito que tenho uma letra horrível, mas acho que não foi por só aprender a escrever aos seis anos.
Saturday, September 22, 2007
Pragas
Hoje foi dia de pragas: o N. foi para Praga e eu levei com uma praga de adoráveis criancinhas na festa de anos de uma colega do miúdo. A festa foi no Kinderzoo, um mini zoo em Rapperswil que pertence ao circo Knie, mas nunca por lá vi a maluca do Mónaco. Depois de cumprido o tradicional ritual de ver os animais - assistir ao espectáculo das focas - andar nos póneis - brincar no barco pirata e parque infantil - almoçar - cantar os parabéns, lá consegui pisgar-me dali para fora. O sol estava ardente, os miúdos doidos, o almoço era só para as crianças e estive quatro horas em pé, preciso mesmo de um merecido descanso. E de um copioso lanche, já agora.
Friday, September 21, 2007
Moral da história
O miúdo anda a queixar-se dos olhos, que vê as pestanas muito grandes. Levei-o ao pediatra, que o observou e lhe fez um teste de visão. Tudo normal. O pediatra achou que talvez fosse do sol forte. O miúdo continuou a queixar-se. Olhei com mais atenção, pareceu-me ver uma espécie de borbulhas entre as pestanas. Hoje levei-o outra vez ao pediatra. Não tem nada, disse ele enquanto lhe observava o interior dos olhos, de certeza que é um tique nervoso. É nas pestanas de cima, expliquei-lhe eu pacientemente. Grande exclamação de espanto. Pois é, tem qualquer coisa. Fantástico, como eu consegui ver, disse-me ele (fantástico como tu não viste, pensei para mim própria). O melhor é levá-lo ao oftalmologista, disse o médico. Não será melhor um dermatologista, sugeri eu com ar inocente. Silêncio. Exacto, é melhor levá-lo ao dermatologista, concluíu ele. Moral da história: talvez esteja na altura de mudar de pediatra.
Thursday, September 20, 2007
Wednesday, September 19, 2007
Salvo pelos burros
Esta tarde, veio cá brincar um amigo do miúdo, e o pai, que é professor lá da escola, veio buscá-lo depois da reunião das quartas feiras (às quartas a escola acaba às 14.30, uma hora mais cedo do que o habitual, porque é dia de reunião de professores). Ele nunca tinha vindo cá buscá-lo e não conseguia encontrar o sítio. Telefonou à mulher dele, que lhe deu uma dica genial: "procura os burros!". E resultou mesmo. A partir de agora, vai ser assim que eu explico onde moro: em frente aos burros!
Tabuada comestível
Na próxima semana, vou dar uma aula de culinária aos miúdos e ando às voltas com receitas. A culpa é da professora, que me mandou um testamento a explicar que tem de ser uma receita que possa ser usada nas aulas de matemática. Ou seja: tem que ter vários ingredientes que as crianças possam medir e de preferência que possa ser cortada em formas geométricas diferentes. Se na aula que dei no ano passado, fiz uns simples mini hot dogs no forno e deixei queimar a massa folhada toda, já imagino como será desta vez, com tanta matemática pelo meio.
Adenda técnica
Acabei de saber que, na opinião do Xor Z, a minha nova função no futebol pode ser considerada de roupeira. Esta está boa. Esqueçam o glamour das soccer moms, afinal sou apenas uma roupeira. Pensando bem, acho que vou pedir ordenado.
Tuesday, September 18, 2007
Treinadora de bancada
Este ano, sou voluntária para ajudar os miúdos a vestirem-se para as aulas de futebol, pois com 5 anos nem sempre é fácil enfiar caneleiras e perceber a diferença entre o equipamento para jogarem no campo ou no ginásio (no outono nunca se sabe se dá para jogar lá fora ou não). Sempre é mais fácil do que secar cabelos nas aulas de natação. Fico sempre parva como é que as miúdas, algumas delas minúsculas, se atiram à bola com tanta coragem. Talvez até consiga finalmente perceber o que é um fora de jogo. Só não sei se isto não fará de mim uma verdadeira soccer mom (mais ainda?).
Monday, September 17, 2007
Humor suíço
Uma amiga minha suíça veio cá a casa e enquanto admirávamos a paisagem, ela tentava identificar a terra em frente, na margem de lá do lago, conhecida por "Gold Coast" , que devido a ser a encosta solarenga do lago, é a preferida dos milionários locais. Ela perguntou-me se eu sabia como é que as pessoas que moram do lado de lá chamam à margem onde eu moro e eu disse-lhe que não: é a "pfnuesel-kueste", que tem a ver com narizes entupidos, mas que se pode traduzir por margem dos constipados, porque a parte das casas que fica virada para o lago só tem sol até meio da manhã. Depois não me venham dizer que os suíços não têm sentido de humor. Pensando bem, acho que até ando a fungar um bocado do nariz...
Sunday, September 16, 2007
Folhas de Outono
É espantoso a velocidade a que as árvores estão a ficar com as folhas amarelas, laranjas, vermelhas e restantes variações de cor. A mistura faz um efeito deslumbrante.
Onde está a minha pizza?
Ontem o miúdo e o pai foram jantar ao restaurante italiano cá do sítio, um convívio para os rapazes da turma e respectivos pais. Coisa de homens, portanto. Voltaram muito entusiasmados, mas de mãos a abanar. E eu que tinha ingenuamente contado com uma pizza para o meu jantar! O que vale é que eu já tinha enchido o bandulho ao almoço no Halbinsel, mais um restaurante que descobrimos aqui perto com vista espantosa. Ainda por cima, com o jantar às cinco e meia da tarde (hora marcada por um americano é o que dá) seguido de brincadeira, chegaram a casa cheios de fome e... jantaram outra vez!
Saturday, September 15, 2007
Gratidão
Quando se envia um mail a uma sexta à noite sobre um problema que anda a angustiar o miúdo (logo, que me anda a angustiar ainda mais a mim) e a professora dá uma resposta inteligente e calorosa a um sábado de manhã, sente-se o conforto e o alívio de o saber em boas mãos.
Pantufas e companhia
Ontem, o miúdo veio para casa de pantufas (dentro da escola andam de pantufas, por uma questão de higiene e conforto) e eu só reparei quando cá chegámos. A mim também já me aconteceu, uma vez ia atrasada para a faculdade, saí de casa de pantufas e só notei à porta do metro. Para não falar na vez em que fui para a escola primária sem cuecas (mas de saia!). Mas nada vence a história da velha que eu via todas as manhãs, quando trabalhava em Lisboa, que ia à padaria de pijama e roupão.
Friday, September 14, 2007
Primeiro passo
Os dias em que se aceitam desafios que podem mudar radicalmente a vida de uma pessoa são sempre dias giros.
Thursday, September 13, 2007
Gentil patrocínio das bolachas Triunfo
O hamster está de volta, mas a operação de salvamento foi complicada. Acabei por me lembrar que o armário tem um fundo falso, onde estão os canos, tubos e torneiras de segurança do aquecimento do chão. Levantei a tampa e descobri que se tinha enfiado por um buraco no meio da confusão de canos e contadores. Com uma lanterna numa mão e uma bolacha Short Cake na outra, lá consegui atrair o palerma para fora do buraco e assim que cravou os dentes na bolacha, zás!, puxei-o tipo cana de pesca. Acabaram-se as passeatas pela casa.
Wednesday, September 12, 2007
***** e todos os palavrões do mundo
Resolvi deixar o hamster andar a passear no corredor, e meti-me num sarilho. Tenho um roupeiro encastrado numa das paredes que tem um burado entre o rodapé e o fundo do armário, e eu não sabia, porque só se vê se me deitar no chão e espreitar para o rodapé do armário, o que não faz parte das minhas actividades preferidas. O palerma do bicho encontrou o buraco minúsculo em 3 tempos, e encontra-se lá barricado há mais de uma hora. Já o tentei seduzir com bolachas e nada. Se não sair de livre e espontânea vontade, vamos ter que desmontar o armário todo, porque eu não quero um cadáver de hamster emparedado no meu corredor. Ainda por cima hoje vêm cá jantar dois colegas do N., dá imenso jeito para a operação de salvamento. *****.
Teoricamente, sou uma avó ou mesmo uma bisavó
Faleceu uma tia minha, irmã da minha mãe. Em cinco anos, morreram a minha mãe a as suas duas irmãs. É terrível pensar que agora a geração mais velha da minha família materna é a minha, da minha irmã e dos meus primos. Não há mais ninguém à frente. Credo. Espero que continuemos a ser todos os camisolas amarelas da família durante muitos e muitos anos.
Tuesday, September 11, 2007
Onde estavas no 11 de Setembro?
Em Lisboa, grávida tipo balão e a trabalhar. Lembro-me que muitos dos meus colegas foram para uma das salas de reuniões ver na televisão, mas eu só vi quando cheguei a casa. Mais tarde vim a saber que uma das empresas que perdeu mais pessoas foi precisamente a minha, morreram 176 colegas nossos do escritório do WTC. E impressionou-me muito ver uma fotografia numa revista que mostrava, entre os escombros, muitos papéis com o timbre da empresa por ali espalhados. Pareceu-me tudo demasiado real e próximo.
Monday, September 10, 2007
Louco por pasta
Miúdo: " na aula de IT estivemos a aprender a fazer copy pasta".
Eu: "copy paste, queres tu dizer?"
Miúdo: " e na aula de arte, estivemos a pintar com pasta crayons"
Eu: "pastel crayons, não será?"
Parece-me bem que ficou traumatizado com os tempos da escola italiana, onde comia pasta todos os dias ao almoço!
Saturday, September 8, 2007
Apenas do ponto de vista jornalístico
É engraçado ver os meios de comunicação social suíços, alemães, italianos, espanhóis e franceses a relatarem os últimos factos relacionados com a Maddie de uma forma totalmente imparcial e os ingleses e os americanos a fazerem longos floreados com a opinião da família e amigos do casal e a atacarem a polícia portuguesa.
Friday, September 7, 2007
Confissão envergonhada
Com a morte do Pavarotti na ordem do dia, não há como fugir ao vozeirão dele por todo o lado. Quase que me sinto incomodada por não gostar. Devo ser mesmo bronca, por achar que a Ave Maria berrada, perdão, cantada por ele só me faz lembrar um fadista em dia não. E confesso, envergonhada, que prefiro mil vezes a Ave Maria cantada pelo Bocelli ceguinho. Na verdade, o melhor de tudo até é a versão não cantada. Bem, mas cantada por cantada, que seja em latim, que as versões alemã e inglesa são de fugir. Que hei-de eu fazer, sou uma pessoa simplex. Se fosse mais complexa, poderia apreciar Wagner. Mas não, fico-me mesmo pelo Schubert. Não que o tenha no meu iPod, claro. Não é muito bom para abanar o capacete. Isto tudo a propósito do quê? Ah, do Pavarotti, já me lembro.
Meet the teacher evening
Ontem tive a minha maratona anual de apresentação do programa escolar. São duas horas, separadas por quatro fases: conhecer os professores das especialidades (desporto, alemão, música, arte, informática); reunião geral para ouvir a directora e os representantes dos departamentos (biblioteca, enfermaria, psicólogos, apoio a dificuldades de aprendizagem, etc, etc); reunião separada de cada turma para ouvir a professora explicar o programa e combinar os acontecimentos especiais do ano, onde se aproveita também para se conhecer os outros pais; café e bolos na Associação de Pais. Apesar dos bolos terem muito bom aspecto, baldei-me a esta última parte, pois tinha o filho mais velho da C. a tomar conta do miúdo e eram quase oito da noite. Quando cheguei a casa descobri que tinham passado o tempo a jogar à bola, às escondidas e à apanhada, em vez de jogarem jogos de dado, lerem livros e jogarem Play Station, como eu lhes mandei. Os meus vizinhos de baixo devem ter adorado.
Thursday, September 6, 2007
Uma autêntica velha
Eram quase nove da manhã e estavam nove graus. E eu à porta da escola, completamente hipnotizada a olhar para a quantidade de miúdos que iam chegando de calções e t-shirt. Senti-me mesmo uma velha, a pensar que as mães deviam ser malucas, que disparate deixar as crianças ir assim vestidas, só porque está sol e o calendário diz que ainda estamos no verão. Gente doida. Depois ficam constipados, claro. Se está tempo para isto. Etc., etc.
Wednesday, September 5, 2007
Quando o frio significa calor
Esta manhã, quando pus os meus delicados pézinhos no chão e senti calor, percebi que o aquecimento do prédio já estava ligado. Finalmente entenderam que seis graus durante a noite já pode ser considerado frescote, cheguei a temer que estivessem à espera que batesse nos zero. Agora são uns oito meses de casa quentinha. Até já estou a ronronar.
Tuesday, September 4, 2007
Barulhos na noite
Acordei às quatro da manhã, com um estrondo. Seguiram-se uns segundos de silêncio total. Depois, começou um estranho barulho repetitivo, como se alguém estivesse a raspar qualquer coisa. Por uns momentos, fiquei gelada. De repente, lembrei-me: era o hamster!
Monday, September 3, 2007
A inveja, é tão feio
Independente durante oito dias, chamemos-lhe assim. Parece que até ao Natal vou ser vítima de abandonos prolongados frequentes. Deve haver uma associação qualquer onde eu me possa ir queixar, tipo solitários anónimos. É chato? Sim. Mas estou habituada. Na realidade, o que me chateia mais é saber que o N. vai estar em Nova Iorque.
Saturday, September 1, 2007
Swissy, o novo membro da família
Depois de meses de fuga com desculpas esfarrapadas, nada como uma semana de fraqueza emocional para me convencer a comprar finalmente um hamster ao miúdo. Tendo em conta que a principal culpada deste desejo fui eu, com as histórias que lhe contei sobre os vários hamsters que tive na vida, devidamente documentadas com imitações (brilhantes, modéstia à parte) de hamsters a espirrar, hamsters a bocejar, hamsters a lavar o focinho, hamsters a coxear, etc, etc, não havia como continuar a negar a vinda do bicho cá para casa. Bem, vamos lá ver como isto vai correr: já levei mais dentadas numa tarde do que nos anos todos que tive os meus. Vê-se logo que é suíço, irra!
Friday, August 31, 2007
Confesso: sou um lápis de cera. E amarelo, ainda por cima.
***You Are a Yellow Crayon***
Your world is colored with happy, warm, fun colors.You have a thoughtful and wise way about you. Some people might even consider you a genius.Charming and eloquent, you are able to get people to do things your way.While you seem spontaneous and free wheeling, you are calculating to the extreme.
Your color wheel opposite is purple. You both are charismatic leaders, but purple people act like you have no depth.
What Color Crayon Are You?http://www.blogthings.com/whatcolorcrayonareyouquiz/
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Thursday, August 30, 2007
Puzzled
Brincadeira completamente tonta do miúdo: pediu-me para eu fazer um puzzle com ele, mas primeiro eu tinha que encontrar as peças que ele escondeu pela casa... Felizmente o puzzle era pequeno, mas demorámos uma eternidade de tempo à caça das peças, porque claro que ele se esqueceu onde é que tinha escondido algumas. Ficou a faltar uma, um dia há-de aparecer. Levou um sermão irritadiço sobre brincadeiras parvas e lá ficou ele, muito intrigado, a tentar lembrar-se onde pôs a última peça.
Wednesday, August 29, 2007
Incrível, incrível
As coisas que uma pessoa lê. Os comentários dos leitores do CM online a uma notícia sobre seringas e tranquilizantes encontrados no apartamento da miúda desaparecida, que nem sequer se sabe se é mesmo verdade, são fascinantes do ponto de vista da estupidez humana. Os meus preferidos são os seguintes:
1º A miúda é uma bébé in vitro, portanto tudo isto é castigo de Deus (ainda bem que eu estava sentada, porque até vi tudo à roda);
2º nenhuma criança se deita às seis ou sete da tarde (claro que não - só na Europa toda, excepto países do sul - nada de muito relevante, portanto);
3º claro que os miúdos estavam drogados, porque não acordaram com a confusão que se seguiu ao desaparecimento (lembrei-me logo do meu sobrinho a dormir com um alarme estridente a tocar por cima dele)
4º os pais andam vestidos de cores alegres, quer dizer que não estão tristes (até porque o preto no Algarve é sempre recomendável).
Eu li, mas ainda me custa a acreditar. E não eram uma nem duas pessoas, eram dezenas.
Precisa-se de Arca de Noé - urgente
Isto não é chuva, isto é um dilúvio. Só me faz lembrar a cantilena do miúdo: it's raining, it's pouring, the old man is snoring.
Tuesday, August 28, 2007
Ajuda preciosa
O miúdo, a "dirigir-me" uma manobra de marcha atrás: "podes ir, podes ir, não tens carros atrás de ti...só uma parede". Obrigada, o que seria de mim sem a tua ajuda.
Monday, August 27, 2007
Ausência não notada
Esta manhã deveria ter ido à reunião do "welcome coffee" da associação de pais, uma vez que este ano calhou-me a mim ser a representante de Portugal. O trabalho consiste em receber as novas famílias de alunos portugueses que tenham acabado de chegar ou que cheguem durante o ano lectivo. Não me apeteceu aturar risinhos e as conversas do costume. Como a probabilidade de chegar algum português é apenas ligeiramente superior à de um marciano ir estudar para a Escola da Azambuja, decidi baldar-me. Entretanto, recebi um mail a agradecer-me por ter ido e ter contribuído para o êxito do evento. Já percebi que fiz lá tanta falta como a fome.
Recordações
Agora lembro-me de tanta coisa. Tantas histórias. Tantas fotografias: a primeira, com doze ou treze anos, em casa dela; a última, no meu casamento, com ela já muito doente, embora aparentemente bem. Seis anos na mesma turma no liceu. O mesmo curso, embora em faculdades diferentes. Tínhamos o sonho de fazer o estágio juntas no escritório do pai dela, que era advogado. Foi lá que fiz, de facto, o meu estágio. Mas sozinha, ela já não estava em condições de o fazer. A minha mãe gostava muito dela e vice-versa. Nunca pensei que morressem no mesmo ano. Tanta coisa para pensar.
Choque
Tinha uma grande amiga, inseparável durante largos anos, que costumava dizer que eu vivia no mundo da casa na pradaria, que para mim tudo era cor de rosa e infantil. A minha amiga, por sua vez, sempre teve muitos fantasmas, sempre foi demasiado adulta para a idade. Acabou por cair numa depressão no último ano da faculdade, da qual nunca mais recuperou, uma doença tão forte que a obrigou durante anos a fio a tomar medicamentos que a deixaram sem vida útil. Cansada, acabei por me afastar. Ontem soube que a minha amiga se matou. O meu mundo já não é tão cor de rosa.
Sunday, August 26, 2007
Credo, que exagero, não era preciso tanto
Que São Pedro não me castigue, mas este fim de semana até esteve calor a mais. É que trinta graus no interior não é a mesma coisa que trinta graus com brisa marítima a acompanhar.
Bomba calórica
Hoje fui almoçar à minha amiga C., que também tem o marido em viagem, algures no Oriente. A C. é uma cozinheira de mão cheia, não há nada que ela não saiba fazer e até consegue convencer o dono da mercearia portuguesa lá do sítio dela a importar os produtos que ela não consegue encontrar cá. Mesmo a trabalhar quatro dias por semana, faz sempre pratos incríveis para o jantar, que me deixam de boca aberta. Hoje, porém, em minha homenagem, fez um almoço muito simples mas absolutamente delicioso, duas coisas que ela faz divinalmente e que sabe que eu adoro: lasagna e bolo de bolacha! Assim não há quem emagreça...
Sete factos aleatórios da minha vida
Em resposta ao desafio da Rita
1- Já morei em 3 países e já mudei de casa 6 vezes, é excelente para se ter sempre os armários arrumados e não acumular inutilidades;
2- O filme que mais me fez rir na vida foi "Mulheres à beira de um ataque de nervos", do Pedro Almodovar, e revê-lo é melhor ainda, porque permite rir por antecipação;
3- Adoro deitar-me cedo e não compreendo como é que se pode dizer "ainda não tenho sono" à meia noite;
4- Costumava sentir-me apreensiva quando ia de férias ao "estrangeiro", agora acho o mundo uma aldeia;
5- A melhor coisa que me podem oferecer são agendas, blocos de notas, cadernos, canetas e lápis: não há dúvida, nasci para ter uma papelaria;
6- Comecei a escrever diário com 9 anos e só parei quando saí de Portugal - tenho uma caixa cheia deles, uma história completa de grande parte da minha vida.
7- O meu lema de vida é: "as coisas difíceis primeiro", que nem sempre cumpro.
Bem, segundo percebi, parece que tenho que passar isto a 4 vítimas: Papu, Tânia, Cromossoma e Mamaíta, estão convocadas!
Saturday, August 25, 2007
Trabalhar na praia é mesmo muito aborrecido
Deve ser, de facto, chato ter que se passar o fim de semana a trabalhar em Valência. Ia com uma cara mesmo deprimida, o rapaz.
Small is Beautiful (mas não enche barrigas)
Hoje fui a Zurich, para variar do som dos passarinhos. É uma cidade tão pequenina que tudo o que me interessa fica na mesma rua ou nas ruas à volta. Muito prático para umas voltinhas. Mas muito limitado para compras maiores. O que vale é que em Outubro vou "equipar" o miúdo ao sítio do costume, que lá é que eu me entendo: Milão - muito mais variedade e mais barato.
Generosidade suíça
No sábado passado, estávamos a almoçar num restaurante com os nossos amigos tugas cá do sítio e o miúdo comentou que a taça de gelado dele já não tinha smarties, precisamente na altura em que a empregada trazia os cafés. Ela deve ter percebido a palavra "smarties" e perguntou se queríamos que trouxesse mais. Dissemos que sim e lá veio uma tacinha cheia de smarties. Ficámos todos muito impressionados com a simpatia da empregada e tecemos rasgados elogios ao acontecimento. Quando veio a conta, o mistério da simpatia ficou resolvido: os smarties extra custaram um franco... Aqui ninguém dá nada a ninguém!
Friday, August 24, 2007
Tudo o que eu nunca vos mostrei
Encontrei uma coisa gira. Um photo blog sobre Zurich. Adorei. Pode não ser a cidade mais bonita do mundo, mas tem o seu encanto. Está aqui.
Thursday, August 23, 2007
Que soneira
Os sons desta casa adormecem-me. O apito do barco a vapor que leva os turistas de Zurich a Rapperswil. Os badalos das minhas vizinhas cabrinhas. O bater cadente das bolas no clube de ténis aqui do lado. Os corvos a discutirem uns com os outros. As andorinhas histericamente a piarem em círculos. Os comboios apressados a passarem junto ao lago. O zurrar muito ocasional dos burritos. O sino da igreja a chamar (implorar?) fregueses para a missa. Uma verdadeira experiência zen. Ou um tédio. Depende do ponto de vista.
Wednesday, August 22, 2007
Sinto-me a Nancy
Olho para o espelho e continuo sem acreditar como permiti que isto me acontecesse. Eu explico: sempre que vou a Lisboa, corto o cabelo. Não é só por ser mais barato, nem por não saber explicar em alemão o que quero, é simplesmente porque estou habituada à cabeleireira do costume. Pois bem, desta vez ela estava de férias e tinham lá uma nova a substituí-la. Ainda hesitei, mas decidi experimentar. Estive o tempo todo a lembrar-me daquele episódio negro da minha infância em que a minha irmã decidiu "acertar" o cabelo da minha boneca Nancy (mas não o da boneca dela...) e a boneca passou a ter um corte pelas orelhas. A minha história não é muito diferente. Acerta de um lado, acerta do outro... e os três dedos que eu lhe tinha pedido transformaram-se em seis ou sete. Bem, há coisas piores. E já dura até ao Natal.
Tuesday, August 21, 2007
Treinadora de bancada
Parece que tenho que começar a ler jornais desportivos, para desenvolver o meu raciocínio de estratégias para fintar o adversário. Já comecei a desenhar uns esquemas, mas falta-me pensamento futebolístico. Com 470 alunos neste edifício, e mesmo tendo em conta que muitos vão nos autocarros da escola, há que arranjar maneira de tirar de lá o miúdo sem ele ficar 20 minutos à porta, como aconteceu ontem, enquanto eu passei os mesmos 20 minutos estupidamente dentro do carro a tentar perceber porque é que a "pick up line" só andava a passo de caracol. Tendo em conta que o parque de estacionamento é demasiado pequeno para tanta competição e que eu me recuso a ficar a fazer ponto de embraiagem durante tanto tempo outra vez, hoje vou chegar 30 minutos mais cedo, estacionar e ficar a ler ou a ouvir música. Vou começar pela táctica do Paulo Bento: com toda a tranquilidade.
Monday, August 20, 2007
Estamos os dois a crescer
Pela primeira vez, num primeiro dia de aulas, vim-me embora sem angústia. Pela primeira vez, num primeiro dia de aulas, ele não me pediu para ficar mais um pouco na sala, antes pelo contrário. Estava até um pouco envergonhado de eu ter ido com ele e perguntou-me logo se amanhã eu já não entrava dentro da escola...
Sunday, August 19, 2007
Outubro em Agosto
E, de repente, como todos os anos, e tal como já acontecia em Milão, o sol de Outubro e uma certa atmosfera misteriosa invadem a segunda quinzena de Agosto.
Ganda Raimundo!
Não sei se já repararam que aumentei o tamanho da letra dos posts. Agora vejo que a outra letra era, de facto, muito pequena, e eu não quero ter que pagar operações à miopia a ninguém, já me chega ter pago a minha própria. Gosto mais assim. E aproveito para agradecer ao Raimundo Lúlio, minha musa inspiradora nesta sensata decisão.
Friday, August 17, 2007
Mudança na escola, para imitar a vida
O miúdo só tem dois coleguinhas da classe do ano passado com ele, os outros foram todos espalhados pelas outras 3 turmas. Esses três ou quatro que ficam em cada nova turma são sempre os que brincavam mais juntos no ano anterior, por indicação da professora. O objectivo é prepará-los para as constantes mudanças na vida deles e na dos amigos, ou seja, prepará-los para partir e ver partir, chegar e ver chegar. O miúdo perguntou-me porque não estavam todos juntos e eu achei que era mais simples dizer que assim é mais divertido. Tem tempo de descobrir o que significa ser um miúdo de terceira cultura.
Regresso às aulas
Hoje foi a apresentação da escola para os novos alunos e pais, e para todos em geral do KG, uma vez que mudaram de edifício. Já lá tinha estado algumas vezes, porque apesar da escola ter 4 campus diferentes conforme as idades, é sempre nesta que se fazem as festas e tretas desse género. Gostei da professora principal do miúdo, uma americana acabada de chegar de uma escola internacional na Costa Rica, ainda um pouco atordoada com tanta coisa nova, pareceu-me. A professora assistente já conhecia, foi assistente do miúdo, durante alguns dias, quando ele andava na PS. Na segunda feira começa a sério.
Thursday, August 16, 2007
Aniversário
Cada vez ligo menos ao dia dos meus anos. Não por ficar mais velha, que isso por enquanto não me afecta, mas porque a repetição de um acontecimento acaba por o tornar banal. Ou seja, cada vez tem menos piada. Fazer anos em Agosto também não ajuda. Nunca tive festas na escola e os meus amigos geralmente estavam (estão) longe, de férias. Para já não falar no rombo que se leva em prendas, esquecidas no rodopio do verão. Em compensação, de certeza que recebi na vida mais postais de parabéns do que a maioria das pessoas! Bem, vamos a isto: "telefone a tocar, dia de anos a começar".
Wednesday, August 15, 2007
Eu vivia aqui
O hino que nos enche de orgulho quando moramos fora e ao qual não ligamos nenhuma quando moramos "dentro".
Tuesday, August 14, 2007
Life goes on
Estive a actualizar as notícias dos outros blogs, e deliciei-me com as novidades. É uma espécie de garantia que o mundo continua redondo e a girar. Não substitui, de modo algum, a realidade "real", mas é um ritual irresistível. Para quem mora fora, não há nada mais reconfortante do que saber que há outras pessoas a viver situações gémeas, e de como combatem a distância e as saudades. E de como também vivem este limbo do coração e da razão divididos por dois sítios diferentes.
E ainda passámos pela savana africana
Pergunta do miúdo, embasbacado a olhar para a paisagem da parte mais árida do Alentejo: "Este é aquele sítio onde moram as girafas e os elefantes?".
A areia e o mar
O mar estava lindo, mas gelado. A areia estava linda, mas a ferver. Será muito pedir um meio termo entre as partes?
Erro de casting
Ir para o Algarve em Agosto foi um grande erro. Praias cheias, restaurantes cheios, o costume. Em compensação, os dias que passámos em Lisboa foram o oposto: tudo vazio à nossa espera!
Bingo e número suplementar
O melhor destas férias foi ter conseguido ver toda a gente que eu queria, o que nem sempre é possível. E ainda tivemos direito a um extra, um grande amigo italiano, de passagem por Lisboa, com quem já não estávamos desde Outubro passado.
O nosso verão acaba aqui
Apesar do bom tempo, o verão está no fim. Na quinta faço anos, na sexta é a apresentação na escola e na segunda começam as aulas a sério. A partir daí, é a rotina do costume. E preciso urgentemente de retomar as minhas aulas de Alemão, abandonadas durante demasiado tempo. Vistas assim as coisas, está na altura de começar a comprar as prendas do Natal...
Um, dois, três, já cá estamos outra vez
Com o nosso regresso, regressou também o verão a estes lados. Isto foi tudo planeado ao pormenor...
Thursday, August 9, 2007
Certinho como um relógio suíço
Como todos os anos, nos primeiros dias de Agosto, está a chover torrencialmente em Zurich. Antes aqui no Algarve, rodeada de gente e com água gelada.
Wednesday, August 8, 2007
Pedido especial
A próxima vez que eu quiser passar férias no Algarve em Agosto, alguém me dê uma marretada na cabeça, por favor.
Monday, July 30, 2007
Um pouco repetitivo, eu sei
O post de hoje é um assunto muito presente nesta casa: malas! Na quarta feira vamos para Lisboa, está na hora de começar a atirar com umas roupitas para dentro da mala. Será que está lá calor? É melhor levar umas camisolinhas. Estou a brincar. Eu sei que estão a torrar!
Sunday, July 29, 2007
Isto começa bem
Ainda nem há um mês estamos cá e já conseguimos que o vizinho de baixo nos viesse bater à porta porque estávamos a usar o berbequim durante a sesta do filho dele e que a vizinha do lado enfiasse a cabeça na nossa varanda para reclamar que o vento estava a levar o fumo do nosso barbeque para dentro da casa dela. Desculpem. Vamos tentar não respirar.
Friday, July 27, 2007
Esta noite sonhei em suíço alemão
Juro. É mesmo verdade. Só me lembro que era uma senhora que falava muito comigo. E parece que eu percebia tudo. Não há dúvida, estava mesmo a sonhar...
Thursday, July 26, 2007
Mais ninguém achou graça?
Já dei uma vista de olhos aos jornais online e aos blogs políticos, mas parece que mais ninguém achou divertido o Sócrates ter dito ontem na entrevista que os números da saúde em Portugal tinham melhorado, nomeadamente em relação à sida, à tuberculose, às cáries... Eu e o N. adorámos esta das cáries comparadas com as outras doenças, só faltou dizer "last but not least" e resolvemos contribuir para a lista de sucessos na área da saúde:
1- unhas encravadas;
2- pé de atleta;
3- verrugas,
4- excesso de transpiração.
Foi uma bela barrigada de riso. Tenho que começar a ver mais entrevistas, vale a pena.
A ridação
O miúdo estava a jogar Play Station e chamou-me a pedir ajuda na "ridação". Demorei alguns segundos até perceber que "read + ação" era, na realidade, "leitura". Talvez seja preocupante, mas às vezes tem mesmo piada.
Tuesday, July 24, 2007
Monday, July 23, 2007
Será que ainda lá estou?
Dias abafados de sol e trovoadas brutais a partir das seis da tarde. Tem sido assim quase todos os dias desde que voltei da Florida. Precisamente o tempo que apanhámos lá. Por acaso até adoro trovoadas, por isso por mim podem continuar, estão à vontade. Não são tão belas como as fabulosas trovoadas de verão de Milão, mas andam lá perto. Mas as da Florida são as mais imponentes: cheguei a contar sete relâmpagos em simultâneo sobre o mar. Olha, mais um trovão. Que giro.
Estes tipos sabem stressar uma pessoa
Hoje ganhei coragem e estive a investigar o abrigo nuclear do meu prédio. As portas impressionam. Tudo tem um ar assustador. Sempre que passo para a garagem, até evito olhar para lá. Nunca digas nunca, mas acho que preferia ficar cá fora a enfiar-me num buraco com os meus vizinhos durante não sei quanto tempo.
Friday, July 20, 2007
O 4 de Julho e o 1 de Agosto
Foi engraçado ver que o 4 de Julho se celebra nos Estados Unidos precisamente da mesma maneira que o 1 de Agosto, dia da Suíça, se festeja aqui. Bandeiras à porta de casa, venda de artigos tipo guardanapos de papel e copos de plástico com as respectivas bandeiras nacionais, família e amigos reunidos para barbeques e fogo de artifício lançado de cada jardim, comprado nos supermercados ou em bancas à beira da estrada. Quem copiou quem? Quem terá sido...
Thursday, July 19, 2007
O reduit
Ter um anexo na varanda com as máquinas de lavar e de secar roupa e bastante espaço para arrumar a tábua de passar a ferro, o aspirador e outras tretas pareceu-me uma boa ideia, mas agora já não estou tão certa. Com temperaturas de 32 graus, como está hoje, não me faz diferença, mas com temperaturas negativas e neve não deve ter muita graça andar a passear com alguidares de roupa de um lado para o outro. Já me estou a imaginar a pôr a roupa na máquina de blusão de penas e gorro na cabeça! Será que o consigo fazer de luvas? Isto promete.
Explorações e sapatarias
Esta manhã, andei a explorar o centro da minha nova terrinha. Bem, na verdade, o centro da terra ao lado, que a minha não tem muito para explorar, a não ser que se tente decorar por ordem alfabética os produtos à venda no supermercado cá do sítio. Para além dos supermercados habituais, já descobri a farmácia, os correios, o banco e mais algumas lojas essenciais. O que me admirou mesmo foi a quantidade de sapatarias que há nesta terra. Contei oito, em apenas duas ruas. Lojas de roupa quase não há, mas descalço ninguém fica.
Monday, July 16, 2007
"Allgarve"
E como tempo voa, já só faltam duas semanas para irmos para o Algarve, na tentativa de fugir às duas primeiras semanas de Agosto que, por tradição, aqui são sempre de chuva e frio.
She sells sea shells
Era o nome de uma loja de conchas em Sanibel, e transformou-se na lengalenga preferida do miúdo.
Sanibel island
Os últimos dias foram passados nesta ilha, na costa oposta a Miami, a que é banhada pelo Golfo do México. Água quente e limpa, com golfinhos a saltar junto de nós e pelicanos a nadar ao nosso lado. É conhecida pela ilha das conchas, apanhámos tantas que tivemos que fazer uma rigorrosa selecção no final, porque o peso era absurdo. Os turistas ficam doidos com as conchas, de tal maneira que existe uma expressão para a posição do corpo das pessoas a apanharem conchas: "Sanibel Stoop".
Kennedy Space Center
Uma visita muito interessante, ao contrário do que eu esperava. A área dos turistas está muito bem pensada, com acesso a partes "verdadeiras" e zonas com filmes, exposições e réplicas e até quem não liga muito a astronautas acha graça ver ao vivo as coisas que sempre se viu nos filmes e na televisão. E tocar numa pedra verdadeira trazida da lua é uma experiência única.
Disney World
Outro assunto incontornável: depois de consultado o miúdo, optámos por dois dos muitos parques temáticos que a Disney tem ali (é um mundo, de facto): Magic Kingdom ( a Disneyland tradicional, igual à de Paris) e Animal Kingdom (uma espécie de parque de diversões, jardim zoológico e safari tudo junto). Foram dois dias em cheio e finalmente vi o fogo de artifício à noite, por cima do palácio da Bela Adormecida, coisa que nunca tinha visto em Paris. Uns dias depois, o miúdo perguntou-me porque é que o Grilo Falante tinha dito durante o fogo de artifício que se desejarmos com muita força, os nossos sonhos não se se tornam realidade. Coitadinho, tinha percebido ao contrário e andou a remoer naquilo. Lá ficou mais descansado por saber que se desejar com muita força os sonhos dele se realizam...
Outlets
Assunto incontornável: quem vai aos Estados Unidos, tem que ir às compras. Nós fomos a um tão grande, que passámos lá um dia inteiro dentro! Não percebo como é que eles podem vender a roupa ao preço da chuva.
Key West
Key West é a última ilha das ilhas Keys, tem mesmo um marco que assinala o ponto mais a sul dos USA. Ao contrário da zona de Miami, que tem uma cultura mais cubana, aqui vive-se um espírito mais caribenho. As casinhas de madeira de cores claras com cadeiras de madeira de cores vivas nos alpendres fizeram-nos sentir a viver numa época passada. Todas as ilhas das Keys estão ligadas por pontes, são 2 ou 3 horas a atravessá-las todas.
Spanglish
Sabia que havia muita gente de língua espanhola na Florida, mas não tinha noção que fosse uma cultura tão dominante, ao ponto de tudo estar escrito nas duas línguas e de haver canais de televisão, rádio e anúncios em outdoors totalmente em espanhol. Principalmente na zona de Miami, onde cheguei a achar que os americanos eram a minoria!
Eyes wide open
Durante os milhares de quilómetros que fizemos na Florida, os meus olhos nunca se cansaram de olhar. Absolutamente irresistível, tão diferente, tão espantoso. Todas as paisagens. Os arranha-céus do centro de Miami, as praias desertas das ilhas Keys, as auto-estradas intermináveis, os outdoors com os anúncios mais incríveis ao longo do caminho. As casas, os carros, os supermercados, o calor, a humidade. Tanta coisa para observar.
Flash back
Voltando finalmente ao assunto das férias: foram espectaculares, adorámos. Gostava de ter ficado mais tempo, foi uma experiência totalmente diferente.
Friday, July 13, 2007
Quando fazes pop, já não há stop
Os meus caixotes parecem Pringles: se começo a arrumar o conteúdo de um, tenho que abrir mais uns quantos de enfiada, para poder calcular o espaço que as coisas ocupam.
Wednesday, July 11, 2007
Ligação ao mundo exterior
Cá estou então a olhar para o lago, que está cinzento como o céu. Só hoje consegui ter a internet a funcionar, o que foi excelente para despejar caixotes durante estes dias de isolamento internáutico. A mudança correu muito bem, e a casa é perfeita para nós, um pouco mais pequena do que a outra mas muito mais acolhedora. Hoje também já entregámos a antiga casa aos novos inquilinos, que obrigaram o homem da limpeza a limpar pormenores que não passariam pela cabeça de mais ninguém. Felizmente que o representante da empresa que gere o prédio era uma pessoa de bom senso, e não lhes alimentou queixas tipo " o chão da varanda tem marcas de vasos" e "este vidro tem aqui um risco que não sai". Alguém tem que lhes explicar que uma casa que foi habitada durante dois anos e meio não é uma casa a estrear. Bem, agora vou mergulhar nos meus caixotes, já só faltam quinze!
Thursday, July 5, 2007
Última actualização
Afinal a mulher do suíço é de origem asiática... explico melhor este meu comentário: podem não acreditar, mas grande parte dos suíços ricos preferem casar com asiáticas ou sul americanas, indo muitas vezes procurá-las nos países de origem. Uma amiga minha mexicana tem muitas amigas da América do Sul casadas com suíços e explicou-me que eles gostam das asiáticas e das sul americanas por causa do exotismo mas também porque são mais submissas e dedicadas ao lar e aos filhos! Alguns chegam ao cúmulo de nem lhes ensinarem suíço alemão, e assim elas ficam totalmente dependentes deles... Pois bem, a "minha" asiática manda nele à força toda, entrou-me por aqui dentro armada em patroa a fazer comentários e exigências (tipo alterar o painel electrónico do forno que está em português... minha senhora, é só ler as instruções, mas está bem, como queira a madame) e disse-me que os meus cortinados não deixam ver lá para fora e que a casa fica muito triste por causa disso (está a chover, madame, está a chover, qualquer casa fica triste a chover). Assim seja, por mim pode ficar com as 11 janelas de 2.70 m de altura todas escancaradas, num primeiro andar é como viver numa montra, por muito fashion que seja. Bem, parece que vou ter que remodelar os cortinados!
Tanta coisa para contar...
...mas não tenho tempo! Chegámos ontem, fomos a correr receber as chaves da outra casa e hoje às sete da matina já cá tinha os homens das mudanças. Daqui a 30 minutos chega o feliz seleccionado para ficar com este apartamento (afinal escolheram um suíço...) para mostrar a casa à mulher. É que ele veio ver sozinho e candidatou-se sem ela ter vindo cá. Deve confiar muito no gosto do marido... Só queria ir dormir e recuperar as seis horas de diferença de jet lag, mas preciso de lhes impingir os meus cortinados! E amanhã às sete em ponto os homens das mudanças estão de volta. Bem, o próximo post já será escrito com vista para o lago!
Monday, June 18, 2007
Trevo da sorte irlandês?
E, a poucas horas da minha partida, toda a informação que eu não consegui junto da empresa que está a tratar da selecção do candidato para nos substituir, por se tratar de um processo "confidencial", caíu-me de para-quedas sob a forma de e-mail irlandês: uns irlandeses que se tinham candidatado escreveram-me a contar que sabem que a decisão vai ser amanhã e que neste momento a decisão é entre eles e outro candidato. Aproveitei para tratar de tudo, partindo do princípio que são eles os escolhidos: contacto durante as férias, data provável para passar o testemunho do apartamento e até a venda dos meus cortinados! Agora só preciso que o trevo da sorte irlandês funcione...
Talvez
Bem, afinal as malas vão cheias. Há sempre mais qualquer coisa que faz falta. Volto em breve. E talvez até escreva uns posts em directo do outro lado do Atlântico. Promessas...
Sunday, June 17, 2007
Provérbio do mês (nº 6)
"Seis provérbios de Junho encontrei, mas são tão tolos que este inventei". Até há uns sobre chuva em Junho, mas não quis deprimir ninguém, principalmente quando aqui está um dia magnífico.
Um relatório para o futuro
Saltando a parte académica e passando logo para o desenvolvimento pessoal, social e emocional, foi bom ler que o miúdo: "has a loving, gentle nature", "a good friend to all of his peers", "great sense of humour", "loves sharing a joke with the teachers", "extremely organised and independent", "rarely asks for help or guidance", "is a forward thinker and can gather all the material he needs to complete a task", "is showing now a more resilient side and a positive "can do" attitude", "excellent imagination", "never looses his good humour", "has very good thinking skills and is very logical". Claro que também gostei de ler as partes verdadeiramente técnicas do relatório, mas, para mim, o futuro lê-se aqui, na parte pessoal.
Que vergonha, seus incompetentes
Ontem fomos à casa nova para tratar da garagem "não oficial" e descobrimos que o nosso nome já está numa das caixas do correio... do prédio em frente. É um condomínio de 4 prédios pequeninos e por qualquer razão que nos escapa acharam que ficávamos ali muito bem instalados. A competência suíça anda pelas ruas da amargura. Claro que o argumento dos suíços quando acontece uma coisa deste género é sempre "de certeza que o funcionário que coloca as chapas nas caixas do correio é estrangeiro...".
A idade não perdoa
Ontem papei o "Dança Comigo" inteirinho. E gostei sinceramente de ver. Se isto não é sinal de que estou a ficar velha, não sei o que será. Qualquer dia, dou por mim a ver todas as manhãs o programa da dona Fátima Lopes. Já faltou mais.
Saturday, June 16, 2007
A restaurant with a view
Hoje descobrimos um restaurante, muito perto da nossa casa nova, com uma esplanada com uma vista deslumbrante sobre o lago e as montanhas, excelente comida e child friendly. Vai já para a lista das descobertas da nossa nova região.
Real, mas inofensiva
Bem, e agora que já me vi livre da minha doença imaginária, posso dedicar-me à minha doença real: uma constipação que me faz espirrar, assoar e tossir até eu me sentir um cocktail a ser abanado no shaker de um barman.
A galinha da minha vizinha
A propósito de uma conversa de café sobre o não sei quantos agora engana a mulher e a não sei quantas dá umas voltas com o marido da amiga, e sem querer de maneira alguma ser moralista, dou por mim a pensar qual o verdadeiro motivo que leva uma pessoa casada a ter casos por fora. O amor verdadeiro permite seduções paralelas? O amor verdadeiro permite fugas à monotonia? Claro que me refiro aos casos em que o "traidor" teima que tem casos por fora mas que de quem gosta verdadeiramente é da pessoa com quem vive. Sim, porque se a pessoa assumir que é casada ou que vive com outra sem gostar verdadeiramente dela, não me faz confusão. O que me faz confusão é dizerem-me: "eu ando com outra, mas adoro a minha mulher".
Friday, June 15, 2007
Mau perder ou mau ambiente?
O primeiro dia de férias foi passado com chuva torrencial sem parar, o que resultou numa tarde de grandes jogatanas, do xadrez ao Jogo da Glória. Às vezes ganho eu, outras vezes ganha ele, outras ainda deixo-o ganhar. Quando eu ganho, ele não se importa, a não ser que sejam muitas vezes seguidas, aí começa a ficar ansioso. Mas não tem mau perder. Eu também não tenho. Mas tinha imenso, quando tinha a idade dele e ao longo de muitos anos. Agora, pensando bem, vejo que a culpa não era minha. A culpa era de quem jogava comigo. A minha irmã começava a troçar de mim e eu começava cada vez a irritar-me mais. Mais tarde, tive um namorado que durante largos anos me fez precisamente o mesmo. Lembro-me de um verão em que andávamos viciados em jogar ao Ludo na praia e bastava ele dizer "estás a ficar irritada!" com vozinha idiota para os peões voarem todos pela areia e os fins de tarde serem invariavelmente passados em escavações à procura de sobreviventes. Mas o pior de tudo era quando a minha irmã e esse meu namorado especialista em irritar-me se recusavam, num verdadeiro complot vergonhoso, a vender-me propriedades no Monopólio, pelo simples gozo de me verem chorar de raiva. E já tinha vinte e tal anos, não tinha 5 nem 6. Agora posso jogar em paz: o meu querido adversário não goza com a sua mamã (por enquanto).
Malas vazias
Na próxima terça, vamos de férias. Vai ser a volta à Florida em duas semanas. Não de bicicleta, claro. Tenho que fazer as malas, mas o N. insiste em que só levamos roupa para 2 ou 3 dias, o resto é para comprar tudo lá, senão depois não temos espaço nas malas. A ideia faz lógica, tendo em conta a diferença de preço e de variedade. O problema é que eu acho que entrar nos USA com 3 malas vazias dá ar de correio de droga. Eu digo logo que o cabecilha é o miúdo.
Não ata nem desata
Das duas, uma: ou a Suíça afinal não funciona tão bem como eu pensava, ou as pessoas que estão a tratar dos meus dois processos das casas, a actual e a nova, andam a ler Kafka nos tempos livres e divertem-se a experimentá-lo em mim. Nenhum dos dois avança, antes pelo contrário, e eu começo a ver que na terça vamos embora sem nenhuma data marcada, nem de entrega desta casa, nem de recepção da outra. Que complicadinhos.
Thursday, June 14, 2007
Os portugueses não podem sentir calor?
Hoje, ao queixar-me do calor insuportável dos 32 graus que se faziam sentir, uma escocesa fez-me a pergunta parva do costume: então eu sou portuguesa e acho que está calor? Lá expliquei a minha teoria do vento: aqui não há vento, por isso o calor é mais sufocante. Ficou convencida e muito impressionada. Na verdade, inventei esta teoria para me deixarem em paz. Trinta e dois graus são trinta e dois graus, em qualquer parte do mundo e para todas as nacionalidades, mas não vale a pena perder tempo a explicar isso.
Marchas de Lisboa
Só aguentei ver duas ou três, pelo motivo do costume: é insuportável tanta gritaria. Porque insisto então em ver? Porque o som da musiquinha me embala, lembra-me os anos a fio que adormeci ao som da marcha que ensaiava na escola primária da minha rua. Nunca ganharam. Continuam sem ganhar. Coitados.
Finale
Último dia a sentir o aroma doce do chocolate em Kilchberg. Em Agosto, um novo campus. E uma nova casa. Mais um monte de coisas para trazer. O caderno das letras, o dossier de alemão, o portfolio do ano inteiro, mais cinquenta mil pinturas e desenhos. E o mais surpreendente, a carta de despedida da professora, com uma sentida declaração a dizer que foi a melhor turma da vida dela, em todos os aspectos. Quem diria, afinal o bloco de gelo de olhos azuis até tem sentimentos.
Wednesday, June 13, 2007
Tudo ao molho
Ontem foi o piquenique de fim do ano no jardim da escola, que correu como sempre: comida, jogos, prendas para as professoras, conversa da treta entre as mães, tudo normal. Hoje, para acabar a unidade "os meios de transporte ", foi o passeio de barco no lago até à outra margem (mais ou menos como ir de cacilheiro, mas em viagem circular) seguido de piquenique no parque à beira lago. Quando ouvi a professora a dizer que podiam molhar os pés, adivinhei o resto da história: assim que desviei a vista por 10 segundos, o miúdo enfiou-se dentro de água até à cintura, completamente vestido. O "molhar os pés" acabou com os miúdos todos a nadarem dentro do lago em cuecas ou como vieram ao mundo... mais valia terem dito para levarem fatos de banho e toalhas! E, para juntar à minha lista anterior do "tudo me acontece", voltei com uma constipação monumental e um bonito escaldão.
Tuesday, June 12, 2007
Fico parva
Conversa com o homem de uma das empresas de limpezas que veio cá fazer-me o orçamento: "tomei a liberdade de fazer uma investigação prévia: é este o nome do seu marido, não é?"
Conversa com o homem de uma das empresas de mudanças que veio cá fazer-me também um orçamento: "quanto ao estacionamento do camião na outra casa, - saca da máquina fotográfica do bolso e mostra-me a fotografia da minha nova casa - é esta a casa, não é?"
Obras de arte
Para além de tudo que o que vai trazendo durante o ano, na última semana de escola o miúdo vem sempre carregado de tralha, tipo esculturas em cartão ou o corpo dele recortado em tamanho real em cartolina (1 m e 22 de gente, mas mesmo assim ocupa espaço). Acho que vou tomar medidas radicais: o que se conseguir dobrar, fica; o que não tiver solução à vista, vai ser danificado "sem querer".
Monday, June 11, 2007
Melting pot caseiro
Mistura-se a última semana de aulas cheia de actividades com as marcações para orçamentos de mudança, adiciona-se o problema de ter que pressionar a empresa gestora do prédio a despachar-se a escolher o novo inquilino porque vamos de férias para a semana, deitam-se umas pitadas de sarilhos com o processo da casa nova, junta-se um cheirinho de preocupações com o processo de encomenda do meu carro novo, despeja-se a angústia de estar à espera do resultado das análises que fui fazer hoje, junta-se a organização da bagagem para as férias q.b., e pronto, é assim a receita para (mais) uma semana brilhante pela frente.
Friday, June 8, 2007
Desenhos pré-históricos
Para ajudar o miúdo a fazer um desenho relativo a cada livro que lemos, tive eu própria que tentar aprender como se desenha um cão ou um pássaro de maneira a que se perceba minimamente o que são, coisa que nunca tinha conseguido na vida. Depois de algumas semanas de desespero, a solução chegou-me pelo correio: encomendei na Amazon dois livros que ensinam crianças pequenitas a desenhar. Agora não há quem me vença a desenhar borboletas.
Balanço final
Quatro meses e 24 livros depois, os resultados do Read Along são espantosos, a nível de leitura, escrita e desenho. Tendo em conta que tive que fazer um relatório para cada livro, é com grande alegria que entro na última semana de aulas.
Anúncio apagado, lar sossegado
Não se aceitam mais visitantes! Hoje ao fim da tarde vêm os últimos. Que bom vai ser poder voltar a ter a casa desarrumada!
Thursday, June 7, 2007
Veia imobiliária
Já descobri que negócio vou montar quando voltar para Portugal. Tenho-me divertido imenso a mostrar a casa às dezenas de visitantes: "este quarto é exactamente do mesmo tamanho do que aquele, o aquecimento do chão pode ser regulado aqui, os tectos têm 2.70 m, os electrodomésticos são excelentes...". Amanhã é o último dia, já tenho candidatos suficientes. Bem, vou continuar, está a chegar o visitante das 15.00.
Tudo se sabe nesta terra
Uma coisa que me preocupava na nova casa era que só tínhamos um lugar de garagem, o que significava que um de nós (o N., claro...) tinha que andar a cavar neve todas as manhãs. Ficámos em quinto lugar na lista de espera oficial do condomínio, mas ontem um dos vizinhos ligou ao N. a oferecer-lhe um lugar pelo preço oficial e mais um extrazito. Claro que aceitámos de imediato, e fiquei a pensar quem serão os 4 totós que preferem ficar à espera na lista oficial. Suíços, com certeza. Mas o mais espantoso é como é que um vizinho de um prédo onde nós ainda nem sequer moramos já sabe o nosso nome, o nosso telefone e quando é que vamos para lá...
Temos republicano
Definição de rei: "aquele homem que fica sempre sentado numa cadeira sem fazer nada durante gazillions de anos". Já vi que o miúdo não vai votar nos monárquicos.
Tuesday, June 5, 2007
27
Número de pessoas que me contactaram hoje para virem ver o meu apartamento: 27. Passei o dia inteiro a fazer marcações e hoje já despachei 6 "fregueses". Parece que há muita gente a viver debaixo da ponte em Zurich! Espero que amanhã o ritmo diminua, com as visitas e os pedidos de orçamento para mudanças e limpeza final (é obrigatório ser feita por uma empresa profissional), continuo sem marcar médico...
Friday, June 1, 2007
Saúde é o que é preciso
As pessoas mais velhas dizem sempre isto, e agora que também já tenho uma idade avançada, começo a sentir o mesmo. Qualquer coisa está errada comigo, acho que não posso continuar a ignorar. Enquanto não descobrir o que tenho, não consigo ser eu própria. O pior é que tenho mais medo de médicos do que doenças.
Patrões maus
Impressionante, a empresa onde trabalha a minha amiga ter vedado o acesso a blogs. Já não há respeito pelos trabalhadores dedicados, apenas ligeiramente distraídos. Afinal qual o mal de se perder uma hora por dia a ler blogs? Ainda lhes sobra 6 ou 7 horas para trabalhar, nada mau. Acho que deviam fazer greve.
Wednesday, May 30, 2007
Está calor, não estava?
Férias parte 1, mudança, férias parte 2, regresso à escola. Assim se passa um verão. Talvez deva começar a pensar nas prendas de Natal.
Distância q.b.
O melhor da casa nova? Dois minutos e meio de carro até à escola do miúdo. E uma vista de arrasar para o lago e para as montanhas. O pior? Isso só descubro quando lá estiver a morar!
Quem quer uma casa?
Claro que o processo de deixar uma casa ainda é mais complicado do que arrendar: no nosso caso, 3 meses de pré-aviso. Como o contrato da casa nova começa em Julho, isto significa que ou arranjamos rapidamente alguém para nos substituir ou pagamos dois meses de duas casas ao mesmo tempo, o que é bastante deprimente. Amanhã, o site de casas mais famoso da Suíça vai ter mais um lindo apartamento à procura de calor humano.
One step at a time
Bem, a casa já está: fomos escolhidos! Para se arrendar uma casa tem que se preencher um questionário de candidatura, com perguntas sobre se temos animais domésticos, se tocamos instrumentos musicais, e se cheiramos mal dos pés (not!). Temos também que apresentar uma declaração a atestar que não temos nenhum processo por dívidas. Depois, a agência que representa o proprietário liga para o emprego dos candidatos para confirmar as informações. Se acharem que somos boas pessoas, sossegados e com dinheiro para pagar a renda, lá fazem o favor de nos arrendarem a casa!
Tuesday, May 29, 2007
Picar o ponto
Post apenas para picar o ponto:
- ontem foi feriado;
- está um tempo horrível: frio, vento e chuva;
- faltam 2 semanas para acabarem as aulas;
- o miúdo anda a demorar mais de uma hora a adormecer à noite, com a excitação de cada vez estar a ler melhor (penso eu);
- por vários motivos, a minha vida está em suspenso;
- esses motivos até me fazem esquecer que de hoje a precisamente 3 semanas vamos para a Florida.
Friday, May 25, 2007
Abram alas para o Noddy
Esta manhã acordei com um grito do N., uma hora e um quarto antes da partida do avião dele. Ele alterou a hora do despertador, mas esqueceu-se de o ligar! Parece que não sou a única pessoa a andar com a cabeça no ar nesta casa... o que se passará? Mistério!
E foram felizes para sempre
Ao passar na conservatória do registo civil cá do sítio, vi uns noivos a tirarem fotografias, com meia dúzia de convidados. Ela de vestido branco tipo túnica de praia e ele de calças curtas. Montaram duas bicicletas enfeitadas com flores e com latas presas com fios às rodas, e aí foram eles, a fazer uma barulheira enquanto os convidados diziam adeus. Esqueçam as ilhas tropicais, casamentos românticos é em Zurich.
Thursday, May 24, 2007
A culpa é do calor
Como não sopra um único bocadinho de vento, a culpa de todos os disparates e esquecimentos do meu dia de hoje só pode ser dos 32 graus à sombra que se fazem sentir em Zurich. Para além de outras asneiras, baralhei-me com a hora de sair de casa para ir com a turma do miúdo à natação, e quando cheguei à escola tinha uma carrinha cheia de miúdos, duas professoras de natação, uma professora assistente e um motorista preparadíssimos para me deixar em terra. Vi logo uns olhinhos ansiosos a olhar pelo vidro à minha procura, e vim depois a saber que nenhuma daquelas aventesmas tinha dito ao miúdo que eu estava um pouco atrasada, apesar de eu ter ligado duas vezes pelo caminho. Não lhes custava nada terem-lhe explicado o que se estava a passar. Zero em psicologia infantil. Tantas teorias não sei para quê.
Wednesday, May 23, 2007
É lixado
Acabo de ler num jornal inglês que, em certas zonas do país, a recolha do lixo vai ser feita apenas de 15 dias em 15 dias, para indignação dos moradores. Em Milão, a recolha era feita duas vezes por semana. Aqui no bairro onde moro também são duas vezes, mas é uma raridade, o normal na Suíça é haver recolha uma vez por semana. Em Lisboa, há recolha de lixo todos os dias. E, no entanto, adivinhem qual é a cidade mais suja...
Tuesday, May 22, 2007
Cansaço animal
De rastos, após um dia inteiro passado no Zoo, que começou com chuva e acabou com um sol ardente de 28 graus.
Monday, May 21, 2007
O holandês sem segredos
Sabendo-se um bocado de alemão, o holandês deixa de ser a língua misteriosa que parece ser.
Mar holandês
Não tem uma cor muito bonita, mas valeu a pena: que bom é ver o mar! Mar, areia, conchas, vento (excessivo, mas mesmo assim agradável). Que saudades. Ficámos espantados com uma enorme praia a perder de vista, com uma areia que envergonha qualquer uma do Mediterrâneo.
A janela indiscreta
Que engraçadas são as casinhas na Holanda e que giro é espreitar para dentro das grandes janelas sempre de cortinas abertas.
My Little Pony
Ao longo dos campos holandeses, há sempre animais na paisagem: vacas a preto e branco, ovelhas gorduchas e com muito pelo, muitos cavalos e... póneis. Póneis aos montes. Agora já sei em que país foram inventados os "My Little Pony".
O sol da meia noite
Holanda, Maio, dez da noite: ainda totalmente de dia. Mais um exemplo dos longos dias de verão do norte da Europa.
Quero o meu dinheiro de volta
Fomos ao Keukenhof mas devido ao tempo quente deste ano já não havia uma única tulipa, só em caixotes postos ao longo do jardim para enganar turistas. Que desilusão.
O pior, o melhor e o bónus
O pior: Amsterdão. Detestei. Uma confusão de gente e de trânsito. Não achei uma cidade bonita e nem o passeio de barco pelos canais mudou a minha opinião.
O melhor: as cidades pequenas muito certinhas e com ar lavadinho, os verdes campos a perder de vista, o mar e as praias.
O bónus: quatro dias de sol brilhante.
Wednesday, May 16, 2007
Casa nº 3
Definitivamente, não nasci para o estilo rústico: 200 metros quadrados de tectos inclinados, vigas de madeira e janelas pequeninas não me diz nada. Rejeitada.
Tuesday, May 15, 2007
Dezoolação geral
A ida ao Zoo ficou adiada para a semana, por motivos de chuva. Os miúdos ficaram dezoolados.
Casa nº 2
Rejeitada: apartamento com jardim muito perto da escola, mas os quartos eram minúsculos e o congelador só dava para uma família de formigas.
Casa nº 1
Rejeitada: casinha antiga toda renovada muito gira, mas os tectos só tinham 2 metros de altura. Senti-me o Gulliver. Pior ainda: a dona, uma velha suíça, mora na porta ao lado!
Caça à casa
Está oficialmente aberta a caça à casa. Mudar de casa na Suíça é uma verdadeira aventura e uma verdadeira dor de cabeça, mas o miúdo em Agosto muda para outra escola (é a mesma escola, mas outro edifício) a 20 km daqui, e eu queria evitar ter que fazer 80 km divididos em 4 viagens diárias. À velocidade a que rejeito as casas que vou vendo na net ou in loco, nem no dia de São Nunca à tarde consigo mudar! A partir de hoje, começa o registo das casas rejeitadas que fomos ver e porquê.
Madeleinite aguda
Esta história está de se ficar sem respiração. Ontem estive duas horas "agarrada" à Sky News e esta manhã não resisti a ir espreitar mais um pouco. O mundo inteiro suspenso nos últimos desenvolvimentos. Quando o "20 Minuten", o jornalinho à borla de Zurich, que começou com umas notícias de 5 linhas sobre o assunto, aumentou para meia página, depois para uma página inteira, hoje já faz da história capa , não há dúvida que se trata de um fenómeno universal.
Monday, May 14, 2007
Visita às minhas primas
Esta semana só tem 3 dias, coitada. Na quinta feira é dia de voar para a Holanda, para explorar o país e principalmente para visitar as minhas primas, as tulipas, que têm a mania que são mais giras do que eu só porque são mais coloridas.
Saturday, May 12, 2007
Mais vale prevenir
Desde que tenho em casa uma maquineta de correr/andar que permite saber quantas calorias se queimam enquanto se caminha para lado nenhum, penso duas vezes antes de pôr seja o que for na boca.
Friday, May 11, 2007
Alarme social
Segundo dizem os especialistas, esta situação da pequenina Maddie está a causar ansiedade aos pais. Confirmo: dei por mim a assinar a folha de voluntárias para passar um dia inteiro na visita de estudo ao Zoo na próxima terça feira! Três turmas juntas, ainda por cima a irem de transportes públicos, pareceu-me demasiado "à solta". Lá vou eu visitar a macacada (se a varicela não aparecer por aqui, claro).
Tudo o que é demais
Corro o risco de me acharem má pessoa, mas preciso de desabafar: eu não aguento mais 40 minutos diários de notícias sobre a pequena Maddie. Uma vez que, infelizmente, pouco ou nada há para contar, não poderiam reduzir para 15 minutos no início do telejornal e 5 minutos no final?
Ai que eu morro a rir
Quem será o meu amigo que adormeceu em plena reunião de Conselho Pedagógico enquanto escrevia a acta e acordou com as gargalhadas dos colegas?
Thursday, May 10, 2007
Audaz é o meu nome do meio
Ir na carrinha da escola, ajudar os miúdos a vestir, secar-lhes os cabelos... parece uma quinta feira de piscina normal. Mas não. O perigo espreita. Dois estão em casa com varicela. A turma toda está na iminência de a apanhar. E eu também, que nunca a tive.
Wednesday, May 9, 2007
A culpa é do vento
Desde domingo que estamos com um ataque de Fohn, que é um vento forte e quente , vindo do sul. Fohn significa secador de cabelo, o nome diz tudo! Este vento, que sopra dos Alpes, faz virar o tempo muito rapidamente de frio para quente (parece que amanhã já vai estar um excelente tempo). A graça deste vento é que é o bode expiatório dos suíços. Acreditam piamente que lhes afecta a cabeça. Se uma pessoa não se sente bem, a culpa é do Fohn. Se teve um acidente de carro, a culpa é do Fohn. Se perdeu o chapéu, a culpa é do Fohn. Mas, atenção, é um bode expiatório cientificamente estudado (claro, estamos na Suíça...). Resumo da teoria: o ar tem electricidade, ou seja, tem iões positivos e iões negativos. Quando há muitos iões positivos, as pessoas sentem-se tensas e doentes. O Fohn está carregado de iões positivos... et voilá, agora já sei porque é que os meus biscoitos não ficaram bons!
Tuesday, May 8, 2007
Provérbio do mês (nº 5)
"Em Maio, ainda o gato se aquece ao borralho". Essa coisa de terem mandado para cá o frio e a chuva não tem graça nenhuma.
Monday, May 7, 2007
Keeping up with the Joneses
Os nossos amigos de Bruxelas, que foram para lá morar poucos meses depois de termos ido viver para Milão, vão voltar para Portugal em Julho. Quando ela me disse, o meu instinto foi logo pensar "ei, então e nós?". Não há dúvida, o ser humano é mesmo comparativo (competitivo?).
Biscoitos, passarinhos e xeque-mate
Para festejar o dia da Mãe parte 1 - sim, que a parte 2 é no próximo domingo, o verdadeiro dia da Mãe cá do sítio - resolvi fazer uns biscoitos com o miúdo, que gosta muito de "desajudar" a cozinhar. Parecia uma ideia inofensiva, mas o que seria simples e rápido transformou-se numa maratona de duas horas, metade a limpar uma cozinha caótica e metade a tentar perceber porque é a massa não ficou boa e os meus patos, meias luas, estrelas e restante família se partiam todos assim que lhes tocava. Depois de feitos, continuavam horríveis, por isso acabámos por os oferecer aos melros e aos pardais, com votos de feliz dia da Mãe para a comunidade aviária. Seguiu-se outra maratona, desta vez de xadrez, a nova paixão do miúdo. No fundo, é um pouco jogar contra mim própria, uma vez que tenho que lhe ir dizendo se acho que ele faz bem ou mal, mas mesmo assim ainda cometo a proeza de perder umas quantas vezes. Xeque-mate à minha inteligência estratégica! E xeque-mate à minha aptidão para fazer biscoitos que se consigam comer...
Saturday, May 5, 2007
Olhar para defuntos
Acabei de ver uma reportagem sobre a exposição "o corpo humano como nunca o viu". Quando estava quase a vomitar, uma senhora conseguiu arrancar-me uma gargalhada, quando explicava que tinha hesitado em ir à exposição por se tratarem de defuntos, pelos quais tinha o maior respeito. Adorei a expressão "defuntos", e a partir daí só consegui ver o lado cómico da exposição. Mas, mesmo assim, acho que não punha lá os pés...
Egoísmo por egoísmo...
Acompanho, com o horror próprio de quem tem filhos pequenos, o desaparecimento da pequena Madeleine e fiquei espantada com uma reportagem sobre eventuais cancelamentos de turistas ingleses para o Algarve. Pareceu-me uma atitude bastante fria e calculista estarem preocupados com esse tipo de coisas numa situação tão delicada. Mas, já agora, faço um apelo egoísta aos ingleses: por favor, cancelem em Agosto, que é a altura em que vamos estar de férias precisamente na Praia da Luz.
Friday, May 4, 2007
Adeus, Jane
Já que andei a falar da Cheeta e do Tarzan, era inevitável falar da Jane. Só que esta Jane é a assistente da professora do miúdo, e hoje foi a sua festa de despedida, pois está grávida de 9 meses e o bébé deve nascer a qualquer momento. Excelente professora e excelente pessoa, espero bem que o miúdo tenha muitas professoras como ela pela vida fora (para eu não lhe encontrar um único defeito, deve ser mesmo boa...).
Horários de funcionamento
Sendo eu uma pessoa absolutamente matinal e o N. uma pessoa absolutamente nocturna, isto significa que o miúdo, para equilibrar, vai "funcionar" melhor durante o periodo da tarde?
Thursday, May 3, 2007
Dias curtos de verão
Só desde que estou "cá fora" me apercebi como os dias de verão são curtos em Portugal. De inverno, sim senhor, somos imbatíveis em dias compridos, mas chega o verão e tudo muda: sul e oeste, uma combinação explosiva! Mesmo na primavera já se nota, vejam as diferenças relativas ao dia de ontem:
Portugal - nascer do sol : 06.38; ocaso: 20.29
Suíça - nascer do sol : 06.08; ocaso: 20.37
Lá para fins de Junho, actualizo os dados técnicos, no verão a diferença ainda é maior.
Wednesday, May 2, 2007
Europa-Park
E, last but not least, um dia bem passado no Europa-Park, uma espécie de Disneyland versão países. Para meu espanto, o miúdo, que há dois anos atrás na Disney teve medo de tudo, passou para o campo oposto: mais alto, mais rápido e mais escuro passou a ser o lema de parque de diversões dele.
Muito giro
O fim de semana foi óptimo. Tempo espectacular e paisagem deslumbrante. Heidelberg (foto), Baden Baden, Freiburg e a Floresta Negra propriamente dita, que é enorme mas, para grande desgosto do miúdo, não tem árvores pretas. Nós e tudo o que é idoso com mais de 70 anos, parece que é uma região que está na moda para excursões da terceira idade de várias nacionalidades. (eu sei, a fotografia não se vê bem - experimentem clicar em cima dela).
Friday, April 27, 2007
Macaca velha
E já que ando numa de aniversários, não posso deixar de desejar os meus sinceros parabéns à chimpazé Cheeta, dos filmes do Tarzan, que completou recentemente 75 primaveras.
Parabéns é para malta sem nada na cabeça
Alexandre, não sei se te dou os parabéns na terça feira: festejar aniversários não será um hábito horrivelmente burguês e consumista?
Titular: MHS
Este post é dedicado exclusivamente à minha amiga horrível nº 1, a quem desejo parabéns e um dia muito feliz. Como gostas muito dos meus títulos, nada melhor do que teres o teu próprio título.
Thursday, April 26, 2007
Der Schwarzwald
Neste fim de semana , vamos explorar a Floresta Negra. Se eu não disser nada na quarta feira que vem, mandem por favor um lenhador à procura do lobo mau.
Fim de semana dois em um
O fim de semana que se aproxima vai servir também para festejar os anos do N. que, por mais que se esforce, não consegue apanhar-me...
Tuesday, April 24, 2007
Il bel tempo
Já vamos em 15 dias seguidos de sol e temperaturas máximas sempre à volta dos 25 graus. E até onde as previsões alcançam, é para continuar. Isto sim, é vida. Já os suíços, sempre preocupados, só falam nos incêndios dos últimos dias (uma novidade para eles, que não estão habituados ao tema) e na seca que já se nota no Ticino (a parte da Suíça italiana).
Orgulho suíço
No episódio de hoje, os Wonder Pets foram salvar umas ovelhas aos Alpes suíços. O miúdo ficou tão orgulhoso e deliciado que acho que tenho aqui um nacionalista suíço em potência.
Monday, April 23, 2007
Influências bairristas
Hoje a minha amiga alemã disse-me que, quando falo alemão, tenho uma acentuada pronúncia judaica. Incrível. Deve ser por morar no bairro dos judeus ortodoxos, recebo influências telepáticas!
Agora compreendo
E eu, que sempre me indignei tanto com o facto da minha mãe dar ou deitar fora os brinquedos "fora de prazo" às nossas escondidas, dou por mim a fazer o mesmo. Afinal, é tudo uma questão de espaço. E de juízo.
Quebra-cabeças
Tirar todos os brinquedos, livros e jogos do quarto do miúdo, para conseguir uma maior e melhor arrumação pareceu-me uma excelente ideia. O problema é que agora não consigo arranjar sítio para tudo, não percebo porquê. Amanhã logo vejo como acabo este puzzle.
Friday, April 20, 2007
Rodin para adolescentes
Quando se vai ver uma exposição super completa e excelente e se tem como principal diversão descobrir qual das esculturas tem a pilinha mais patética, isto mostra que duas respeitáveis senhoras, lá muito fundo, continuam com alma de adolescentes. Ou de depravadas...
Rodin, atropelamento e cabeça pesada
O dia começou com a exposição do Rodin, continuou com um atropelamento por um eléctrico em plena Bahnhofstrasse (a senhora não olhou ao atravessar a estrada, mas os eléctricos aqui também abusam da velocidade) e acabou com a minha cabeça a andar à roda, depois de 5 horas seguidas de conversa com a C., há que pôr a conversa em dia!
Thursday, April 19, 2007
Feriados de Maio
Três fins de semana grandes em Maio, três. Dois com pontes e um com feriado à segunda feira. Alemanha, Praga e Milão (adoramos dizer mal de Milão, mas não conseguimos estar mais de 6 meses sem nos irmos lá enfiar) são os destinos escolhidos. Para evitar invejas desnecessárias, informo que a seguir há um feriado a 1 de Agosto, que é o dia nacional da Suíça e depois... só no Natal.
Portinglês técnico
Com expressões como "eu fiz nada", "ele sabe nada", "esqueci-me de tirar o boné fora", etc., será que o miúdo tem hipóteses de um dia vir a ser primeiro-ministro de Portugal?
Wednesday, April 18, 2007
A aldeia mais rica do mundo
Nunca fico mais de 3 ou 4 meses sem ir a Lisboa, mas cada vez fico mais impressionada. O tamanho dos prédios, o trânsito, o metro, os centros comerciais, tudo. Quando morava em Milão, era ao contrário: quando chegava a Lisboa, achava tudo em miniatura. Não há dúvida, esta terra é mesmo uma aldeola e eu cada vez estou mais pacóvia.
Sobra para quem?
A bibliotecária esteve a contar-lhes a história do ataque às Twin Towers, devidamente pormenorizada com aviões em chamas. Isto a propósito, segundo o que entendi, de uma conversa sobre arranha-céus. Muito educativo. Para mim, sobrou a parte do "não percebi bem, mas afinal porque é que os aviões chocaram contra os prédios?". Desta vez, a fuga foi fácil: bastou contar-lhe que ele estava na minha barriga quando isso aconteceu e a conversa mudou de rumo!
Tuesday, April 17, 2007
Provérbio do mês (nº 4)
"Em Abril, águas mil". E assim se prova que os provérbios não servem para nada.
12 minutos e 10 segundos
Directamente de Lisboa para o Sechselauten, a festa da Primavera de Zurich. Para além do desfile dos guilds, os grupos profissionais das pessoas "importantes" cá da terra, vestidos de acordo com o tema de cada grupo (todos os anos há um guild em que os homens se mascaram de beduínos, com direito a camelos e tudo, nunca descobri que grupo profissional representam...), o ponto alto da festa ocorre às seis da tarde em ponto, quando se incendeia a fogueira gigante do Boogg, o boneco de neve. Quanto mais depressa arder, melhor será o verão. A cabeça, que está repleta de explosivos, rebentou às 6 horas, 12 minutos e 10 segundos. Parece que o verão vai ser médio. Tendo em conta que nos últimos dias têm estado sempre temperaturas de 25 e 26 graus, não há pressa. O verão médio pode esperar. Prefiro a primavera tórrida.
Monday, April 9, 2007
Volto já
E pronto, a mala já está feita. Amanhã vou para a santa terrinha. Uma semana a entender tudo o que me dizem. Como é fácil viver assim...
Saturday, April 7, 2007
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